Duplipensamento e Novilíngua: 1984 às portas!

Já reparou que a palavra “democracia” não tem para o pessoal da esquerda brasileira o mesmo significado que tem no dicionário? Você já notou que conforme o tempo passa parece que o vocabulário das pessoas se diminui e passamos a usar cada vez mais as mesmas palavras com diversos significados? Acha isso estranho? Pois bem, eu não e vou explicar o porquê.

Quem já leu o romance “1984” do escritor inglês George Orwell vai entender logo essa questão. Os movimentos socialistas utilizam de duas ferramentas linguísticas que Orwell descreveu muito bem em sua distopia: duplipensamento e novilíngua. Basicamente, essas ferramentas visam moldar o pensamento a partir da mentalidade revolucionária e limitar a capacidade de comunicação e expressão dos indivíduos.

Iniciemos, pois, falando sobre o duplipensamento. O que acontece com a palavra “democracia” nos dias atuais é exatamente duplipensamento. Usa-se uma palavra com dois significados opostos ao mesmo tempo; ou defende-se duas opiniões que se cancelam mutuamente, sabendo que se contradizem. Em “1984”, por exemplo, tínhamos a máxima “Guerra é paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”. Assim, na mente lasciva desses esquerdopatas ditadura é democracia e democracia é ditadura. Quando eles dizem que precisamos manter a democracia  no Brasil, na verdade querem dizer que precisamos manter e continuar avançando no projeto de poder totalitário ao qual deram início. O mesmo acontece quando dizem que os países dominados por ditaduras comunistas – como Coreia do Norte, Cuba e Venezuela – são exemplos máximos de democracias; ou então quando chamam os países monárquicos de ditaduras opressoras, sendo que estão entre as maiores democracias do mundo – no sentido real da palavra, é claro.

Somado a isso temos a novilíngua, que podemos ver muito bem sendo aplicada inicialmente pelos sociolinguistas nos cursos de Letras em universidades brasileiras e em seguida pelos professores da rede pública de ensino, escondida sob o pretexto do tal preconceito linguístico. No romance de Orwell, a novilíngua caracteriza-se pela condensação da língua, remoção de significados, com a finalidade de restringir o objetivo do pensamento. Vemos algo muito semelhante nas escolas brasileiras, onde se substitui a língua portuguesa padrão – considerada burguesa e elitista – com suas regras gramaticais objetivas por uma “língua do oprimido” totalmente relativizada em suas regras e estrutura. O que importa é a comunicação – dizem os professores revolucionários. Segundo sociolinguistas, usar a mesma gramática da língua para todas as pessoas é antidemocrático, o certo é ter uma gramática só para o pobre, outra para as classes mais altas, negros, brancos, etc.. Entretanto, uma pessoa que só usa uma gramática que serve só para o dialeto regional, tribal ou restrita a uma classe social não tem capacidade de ler e nem se comunicar de forma satisfatória na língua padrão. A consequência disso é a perda de vocabulário, informação, capacidade de pensar e comunicar-se, e consequentemente perda da ligação do povo presente com o passado, pois relativizando as regras gramaticais se torna praticamente impossível de se ler autores clássicos de nossa língua. Enfim, controla-se quem pensa e quem tem acesso à História, e sobre isso Orwell escreveu “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”.

Portanto engana-se quem pensa que essas ferramentas linguísticas foram criadas pelo Partido dos Trabalhadores brasileiro nos dias atuais. Orwell viu essas coisas acontecerem com a União Soviética; viu o Estado ser tão totalitário a ponto de controlar  a língua e os pensamentos. Já é de praxe o movimento revolucionário fazer isso onde quer que implantem o comunismo e mais uma vez o enredo se repete, entretanto, em nosso país. Todavia, para evitarmos um genocídio em nossa pátria é importante lutarmos primeiramente pela restauração da alta cultura, língua e identidade brasileira, porque como diria Edmund Burke “Aqueles que não conhecem a História estão fadados a repeti-la”.

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