Anticristianismo disfarçado de multiculturalismo

Vejo essa turminha do “estado laico” alvoroçada, enfiando goela abaixo das crianças as ideologias progressistas e multiculturalistas, porém vivem patinando em um discurso que não tem nada de tolerante, mas, sim, anticristão. Um exemplo claro do nível de incoerência desse pessoal foi o que me ocorreu ano passado na escola onde lecionava:

Um dia, para minha surpresa, a Diretoria de Ensino trouxe até a escola um rapaz para ensinar aos alunos sobre a cultura afro-brasileira (religião, danças, crenças, costumes, etc.). Você deve estar se perguntando: o que tem de errado nisso? O problema é que o estado laico da maneira que eles pregam deveria ser neutro quanto a todas as religiões, em tese, mas na prática isso só é contra a propagação da religião e moral cristã nas escolas públicas; qualquer outra pode ser ensinada porque é patrimônio cultural dos “oprimidos” e “excluídos” – se fosse um polaco dando uma palestra sobre a “cultura europeia ocidental opressora” seria um escândalo.

Aconteceu também, no mesmo ano, que fiz uma prova na faculdade em que estudo, a qual era totalmente racista. O tema da prova era de um coitadismo ridículo: negros eram apresentados como coitadinhos que precisam de uma ajudinha por cotas; porque, segundo eles, os “afrodescendentes” não conseguem uma vaga numa boa faculdade se não for dessa maneira. Não poderia faltar também a maravilhosa história da dívida história, como se qualquer pessoal de pele mais clara tivesse culpa de algo que aconteceu centenas de anos atrás. E a dívida histórica para com as pessoas descendentes dos europeus da Península Ibérica, que foram escravizados por cerca de 400 anos por muçulmanos norte-africanos*; e a dívida histórica para com os judeus, italianos, japoneses… Se formos pesquisar, todo mundo tem dívida história com todo mundo, como poderia haver cotas e privilégios somente para negros? Além disso, havia na prova o discurso dizendo que o cristianismo gera preconceito para com os negros e a melhor maneira de acabar com isso é proibindo o cristianismo de entrar nas escolas, colocando em seu lugar o ensino de cultura e religiões de origem africana. Ora, mas isso claramente é segregação cultural e anticristianismo. Se devemos para retirar o cristianismo das escolas, que seja retiradas as outras religiões também – isso sim seria igualitário!

Mas os progressistas são assim mesmo: querem retirar crucifixos e símbolos cristãos de estabelecimentos públicos, mas não cogitam em retirar, por exemplo, a estátua da Têmis do Superior Tribunal de Justiça, ou retirar das escolas os mitos e lendas do folclore brasileiro quais vêm de religiões indígenas e africanas. Para a reflexão fica a pergunta: por que só o cristianismo incomoda tanto? – claro, é muito mais fácil ir contra uma religião que diz para darmos a outra face.

* Fonte: Folha Online

3 thoughts on “Anticristianismo disfarçado de multiculturalismo

  1. Maninho Sá

    Oportuno artigo, Marcos, só espero que os que tem opiniões como essas se unam e façam o que o socialismo-comunismo-esquerdismo tem feito à décadas sob nossas barbas: Ocupando espaços (Lembra de Gramsci?), por isso a onipresente mensagem vitimista anticristã, porque eles se colocaram nos lugares chaves nesse momento de nossa história.

  2. Fernando Henrique

    Boa!

  3. Renan Santana

    Acredito que faltou algo muito importante neste texto: Qual o texto usado na prova realizada pelo autor. Sem esse dado, o texto fica extremamente descreditado.

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