Dois ataques terroristas, uma diferença.

Eu tomei conhecimento um tempo atrás de uma história envolvendo uma igreja na África do Sul com mais ou menos mil pessoas dentro, que sofreu um ataque terrorista efetuado por quatro homens armados de fuzis, que invadiram a igreja jogando granadas e atirando sem alvo certo.

Um atentado bastante parecido com o ocorrido em Paris. Na casa de shows estavam cerca de mil pessoas também, mas se não me engano foram apenas dois terroristas que realizaram a barbárie.

A diferença entre eles?! Um devoto da igreja estava armado com um simples revólver de seis disparos. O corajoso homem saiu disparando contra os terroristas, que simplesmente saíram correndo de dentro da igreja. Em entrevista, um dos terroristas admitiu, “…pensávamos que se tratava de uma gun free zone, foi uma surpresa!”.

Esclarecendo, “gun free zones” são áreas onde não são permitidas armas em nenhuma hipótese, mesmo a pessoa com porte de armas não pode entrar nesses locais com elas. Nos EUA, a grande maioria dos ataques dessa natureza foram efetuados nessas “gun free zones”, pois os atiradores tem a certeza de que não serão combatidos.

No caso da África do Sul, se enganaram.

Pois é meus caros, eles estavam armados com fuzis e granadas, mas a simples reação de um revólver de apenas seis tiros gerou pânico nos canalhas que não sabiam o que fazer pois estavam crentes de que ali ninguém se voltaria contra eles.

Agora pergunto, em qual lugar seria mais provável que alguém estivesse armado, uma casa de show com mais de mil pessoas, ou uma igreja?!

Pois é, a razão pela qual a casa de show não teve um salvador chama-se política de controle de armas, a França possui uma das mais rígidas. Em casos como este, onde canalhas fortemente armados decidem invadir um local público, com a única intenção de executar os que ali estavam, a única possibilidade de detê-los, ou ao menos minimizar os danos, é alguém armado reagir.

Não sabemos como teria sido o resultado da reação, talvez não mudasse nada, mas talvez mudasse, não podemos nos deixar reféns, precisamos do talvez, precisamos dessa opção quando tratamos de nossas vidas e daqueles que amamos.

Matheus Noronha Sturari

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