Aborto NÃO! Pobreza não é desculpa, prevenir não tem custo.

INTRODUÇÃO

Em agosto de 2015, o Deputado Federal Jean Wyllys sugeriu em uma audiência pública no Senado que é justo legalizar o aborto sob justificativa de que: “O aborto “clandestino” é a primeira causa de morte materna entre as mulheres negras e pobres” (Carta capital).

O lobby ganhou novos adeptos quando um grupo de artistas da Globo se dispuseram a fazer um vídeo a favor do aborto com o slogan “Meu corpo minhas regras“. A campanha pró-aborto dos globais foi um fracasso e tem mais de 1 milhão e meio de visualizações com uma taxa de rejeição de mais de 85%. (acessado em 17/12/2015)

Com esse discurso travestido de romantismo, o deputado, os atores e as atrizes sugerem que quando uma coisa ilegal sai do controle é mais fácil torná-la legal do que combatê-la, mas pretendo provar com este estudo que: O número de abortos está em queda no Brasil; o número de mortes por aborto também; a ciência até hoje não sabe de fato quando começa uma vida, entendo que o motivo destas mortes não é uma questão de saúde publica apenas, mas também de irresponsabilidade e falta de conscientização por parte do estado.

O ABORTO E AS MORTES ESTÃO CADA VEZ MENORES:

De 1990 até 2007 as mortes causadas por aborto caíram 80% em todo o país,(Ministério da Saúde – 27/05/2011) e a tendência é cair cada vez mais pois o governo federal divulgou em 2014 que o Brasil reduziu em mais de 83% o risco de morte devido ao aborto.(Programa das Nações Unidas) Portanto, não precisamos legalizar um crime que cada dia acontece menos, é preciso discutir outras alternativas ao invés de radicalizar. Além disso, a ONU Brasil divulgou que as mortes por aborto em clínicas clandestinas é responsável por apenas 8% da mortalidade materna.(ONU Brasil) Ou seja, há outros casos que somam 92%, mas o deputado e os artistas estão focados apenas em permitir que o aborto seja liberado.

O LOBBY DO FEMINISMO PRÓ-ABORTO

Mas qual é o interesse e a justificativa para uma campanha tão desumana como esta em legalizar o aborto, sendo que diminuiremos apenas 8% das mortes? Não dá para atacar o problema de outra forma? É claro que sim, mas é importante saber que tem muita gente ganhando dinheiro pra promover o aborto no Brasil.

A ex-ativista Sara Winter é fundadora da célula brasileira do grupo feminista Femen, há dois anos aproximadamente deixou o grupo feminista e a partir dai Sara passou a denunciar os absurdos ocorridos dentro do grupo, recentemente publicou em sua pagina oficial uma denúncia afirmando que entre 1980 até 2011 as “feministas de católicas pelo direito de decidir” receberam da Buffett foundation e da Fundação Ford um total de 26 milhões de dólares para fazerem protestos a favor do aborto, Sara firma em sua denuncia que um dos principais objetivos destas grandes fundações é o controle demográfico e a diminuição da população do mundo. (fonte)

A GRAVIDEZ INDESEJADA NÃO JUSTIFICA O ABORTO.

É claro que qualquer morte pode e deve ser evitada, não quero dizer que a morte de 8% de mulheres deve ser ignorada, mas a solução mais justa não é dar a elas uma clínica para que elas possam matar seus filhos com conforto e segurança, a ideia nestes moldes é absurdamente ignorante e imediatista. A gravidez indesejada não é uma doença e não chega sem permissão, é consequência de um ato sexual que (com exceção do estupro) é realizado com o consentimento de duas pessoas, este ato tem consequências e pode gerar responsabilidades que devem ser assumidas por quem o provocou, ninguém pode chegar para uma nação de mais de 200 milhões de habitantes e dizer que elas não precisam assumir as consequências de seus descuidos.

É importante considerar que a maioria destas mulheres não morrem ao tentarem abortar por terem sido estupradas; em casos de anencefalia ou risco de morte para a mãe, pois nestes três casos o aborto já é considerado legal e feito no SUS inclusive, o que mata essas mulheres muitas das vezes é o fato de não quererem gerar a bebê mesmo que estejam passando por uma gravidez saudável, tem gente falando para estas pessoas que elas não são obrigadas a gerar um filho, mesmo que elas tenham contribuído para que a gravidez ocorresse, isso não é responsável, é canalhice, é uma tentativa suja de criar uma libertinagem neste país onde ninguém precisa assumir responsabilidades de nada.

Existem muitas formas de evitar uma gravidez indesejada: O período fértil da mulher ocorre entre o 11º e o 17º dia após a menstruação, ele dura aproximadamente 6 dias, ou seja: em 1 mês, em apenas 20% dos dias existem chances de engravidar; mesmo assim, durante o período fértil as chances são de aproximadamente 25% de sucesso; durante esse período o homem ou a mulher podem fazer uso de métodos contraceptivos que são distribuídos gratuitamente em todos os postos de saúde do Brasil, ou se preferirem não correrem nenhum tipo de risco, podem usar estes métodos todos os dias, pobreza não é desculpa, prevenir gravidez não tem custo no Brasil, se depois de todas estas possibilidades a gravidez indesejada ocorrer, a questão não é de saúde publica e sim de falta de responsabilidade tanto do casal quanto do governo que não investe em conscientização. A gravidez indesejada é fruto muitas das vezes da banalização do sexo, o sexo deixou de ser compromisso, passou a ser apenas prazer e diversão, querem nos convencer disso mas não podemos ceder.

A OPINIÃO DA CIÊNCIA SOBRE A VIDA UTERINA:

Há quem diga que um feto não é vida, mas a ciência até hoje não tem uma lei sobre quando uma vida começa no útero, são apenas hipóteses e teorias, a diferença entre as três (lei, hipótese e teoria) é muito grande, quem quiser entender a diferença com uma pequena dose de bom humor é só clicar aqui.

De acordo com o escritor José Francisco Botelho, o biólogo José Roberto Goldim, professor de bioética da UFRGS, afirma que o “feto é obviamente humano”, segundo ele a questão é decidir quando ele se torna uma pessoa com direitos.

Há cientistas que dizem que a vida só começa na 3ª semana de gravidez devido a possibilidade do embrião se dividir e se tornar gêmeo, outros acreditam que o feto só se transforma em uma pessoa quando as ondas cerebrais começam a ser produzidas, e para alguns as ondas se iniciam na 8ª semana mas há quem diga que é a partir da 20ª, e por fim outros entendem que a vida começa na 24ª semana de gestação, quando os pulmões do feto já estão formados.

Ou seja: Ninguém sabe quando uma vida começa de fato, podemos até concordar com qualquer uma das hipóteses ou teorias ou até criar novas, mas para decidirmos sobre algo tão importante é preciso ter certeza. Diante de tanta incerteza, sugiro não arriscarmos e convido todos a refletirem sobre o pensamento do professor titular de bioética da UNIFESP, Dalton Luiz de Paula Ramos, segundo ele:

Ao nascer, a criança não fala, não anda e carece de diversas características que só vai ganhar mais tarde. Mas nem por isso negamos a ela a mesma dignidade de um adulto, portanto, temos de reconhecer que a vida intrauterina tem o mesmo valor, embora faltem ao feto vários traços que ele irá adquirir depois“.

Um dos argumentos favoráveis mais ignorantes é o de que “liberando ou não as mulheres vão abortar” é um argumento vazio, pois a morte não pode sobrepor a vida só pelo fato da sociedade e o governo estar com preguiça de combater um crime, o roteirista americano David Kyle, durante sua participação na CDH disse que: “Se seguirmos esse raciocínio, vamos legalizar o homicídio também, pois a lei não permite que matemos as pessoas e mesmo assim milhares de pessoas são brutalmente assassinadas todos os anos”

ABORTO X PENA DE MORTE

Por ironia, por falta de coerência, ou as duas coisas, as mesmas pessoas que defendem o aborto são contra a pena de morte. Mas qual é a diferença? Se vamos legalizar que inocentes e indefesos morram antes mesmo de ultrapassarem as barreiras do útero da mãe, o que estamos esperando para começarmos a matar bandidos e implantar logo uma pena de morte?

O deputado Jean Willys defende o aborto com o argumento de que “o aborto “clandestino” é a primeira causa de morte materna entre as mulheres negras e pobres”.

Vamos aplicar o argumento dele em outro tema: Se a justificativa para matar uma criança no ventre é de que mães negras e pobres estão morrendo ao abortarem, então podemos chegar facilmente ao entendimento de que devemos matar todos os assassinos, latrocidas, traficantes… Afinal, ricos e pobres são mortos por bandidos todos os dias em assaltos, sequestros, assassinatos… Se uma criança deve morrer para que mães não abortem clandestinamente e corram o risco de morte, então é facilmente aceitável que assassinos morram para prevenirmos que inocentes morram.

Não seria mais justo desenvolver valores na sociedade voltados à responsabilidade, ao sexo seguro e ao respeito à vida?

Será que é mais justo liberar o aborto no Brasil do que fortalecer os órgãos fiscalizadores para investigar e fechar clinicas clandestinas?

As clinicas clandestinas que mataram mulheres e crianças por décadas estão prestes a se tornarem um negocio legal e tem apoio de um deputado federal?

E fica mais uma pergunta: Quem merece uma chance na vida? Uma criança em desenvolvimento ou um assassino?

Estamos vivendo uma inversão de valores, estamos construindo uma sociedade onde o assassino tem mais direitos que uma criança em formação. Particularmente sou contra tudo isso, sou a favor da vida, tanto daquele que errou quanto daquele que nem sequer teve a chance de tentar acertar.

Texto: William Carvalho

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3 thoughts on “Aborto NÃO! Pobreza não é desculpa, prevenir não tem custo.

  1. Caruê Gama Cabral

    Não existe hierarquia entre teoria e lei científica ambas são o grau máximo dentro da ciência. Na realidade só existe um argumento em favor do aborto o científico, o embrião não possui aquilo que nos torna dignos de direito uma consciência. Sabe o critério da atividade cerebral é um ótimo argumento, pois uma pessoa é considerada morta quando acaba a atividade cerebral, logo ela só pode ser considerada “viva” quando começa a atividade cerebral.

    • Carina Fernandes

      Na verdade, esse critério para considerar a pessoa morta significa que ela já não pode mais desenvolver ou reabilitar sua atividade cerebral, que já existiu. Já um embrião é plenamente capaz de desenvolvê-la.
      Não é simplesmente o contrário como você disse, a pessoa não é mais capaz, enquanto o embrião é.
      Estou certa de que se houvesse a possibilidade da pessoa de se reabilitar não sairiam matando ela, portanto não faz sentido matar um embrião já que está em desenvolvimento.

      • Caruê Gama Cabral

        Ovulo, esperma e ate mesmo um fio de cabelo tem a possibilidade de adquirir atividade cerebral um dia só precisa das condições corretas. Clonar uma pessoa é algo bem mais simples do que recuperar um cérebro de alguém que teve morte cerebral algo que talvez seja impossível diferente da clonagem que já foi feita em outros animais. A completa incapacidade de sentir e pensar é que anula o caráter de ser humano dotado de direitos, justamente por isso o coração pode ser doado (em morte cerebral) ou mesmo um ovulo fertilizado e guardado em uma geladeira pode ser descartado.

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