O poder da promessa

Quando um livro nos transforma, é quando nos traz verdadeiras e profundas reflexões. E este livro do qual extrai o trecho que ora transcrevo é capaz de fazer exatamente isto…transformar! Boa leitura! 😉

Trata-se da explanação do Pr. Thimothy Keller, no livro de sua autoria, O Significado do Casamento (p.110/111). Neste trecho ele descreve sobre o poder da promessa citando um artigo escrito por Lewis Smedes cujo título é: “Controlling the Unpredictable – The Power of Promissing” [“Como controlar o imprevisível – o poder da promessa”], publicado no Christianity Today, January 21, 1983.

“Primeiramente ele situa a base de nossa identidade no poder da promessa:

Algumas pessoas perguntam quem são, e esperam que seus sentimentos lhe mostrem a resposta. Mas sentimentos são chamas trêmulas que enfraquecem depois de cada ímpeto esporádico. Algumas pessoas perguntam quem são, e esperam que suas realizações lhes mostrem a resposta. Mas as coisas que realizamos nunca revelam o âmago do caráter. Algumas pessoas perguntam quem são, e esperam que visões de sua identidade ideal lhes mostrem a resposta. Mas nossas visões só são capazes de nos dizer quem desejamos ser, e não quem somos de fato.

Quem somos? Smedes responde que somos, em grande parte, aquilo que nos tornamos ao fazer promessas sábias e cumpri-las. Smedes encontra uma confirmação nítida desse fato numa obra do grande dramaturgo Robert Bolt, A man for All Seasons [Um homem para todas as épocas], a história de Thomas More, cuja filha, Meg, suplicou para que ele quebrasse um juramento e, desse modo, salvasse a própria vida.

More: Você quer que eu jure em favor do Ato de Sucessão?

Meg: “Deus dá mais valor às reflexões do coração do que às palavras da boca”. Pelo menos foi o que o senhor sempre me disse.

More: Sim.

Meg: Então pronuncie as palavras do juramento, mas pense de outro modo em seu coração.

More: O que é um juramento senão palavras que pronunciamos para Deus?

Meg: Muito astuto.

More: Quer dizer que, em sua opinião, não é verdade?

Meg: É verdade, sim.

More: Então, é um argumento inadequado dizer que é “astuto”, Meg. Quando um homem faz um juramento, Meg, segura o que ele é em suas próprias mãos, como água. Se abrir os dedos, ele não pode esperar que encontre a si mesmo novamente.”

 

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