As mudanças e o conservadorismo no Brasil

Mudanças e o conservadorismo no Brasil

Os brasileiros são em sua maioria conservadores? Esta não é uma pergunta muito fácil de ser respondida, visto que especulações sobre a atualidade, pergunta e o próprio artigo será de questionamentos profundos e complicados. Questionamentos estes que circulam até hoje na mente de todos, porém o otimismo está perante o realismo, vivenciando uma ilusão bonita de que todos merecem 100.000.300 de chances para mudar, ultrapassando a pouca realidade que temos no nosso país. O que por si só, torna-se uma hipocrisia por aqueles que pensam em perdoar sem rigidez.

Toda esta confusão começa com um erro. A especulação falsa e, habitualmente hipócrita de que todos merecem tal número de chances só após de terem ferrado com suas vidas. Pois veja que as “chances de uma mudança”, ou número de chances, é uniforme. Constantemente as chances brotam na frente do indivíduo, não existe um número exato, mas estas chances existem, basta procura-las. Não digo que é impossível uma pessoa mudar. Digo que ela evita a mudança, colocando outra na frente. Com um simples exemplo: ‘Suponhamos um viciado em cocaína, este que por muitos anos pendurou-se no pensamento de que não queria mudar e que, sua vida estava melhor desta maneira. Contudo, com o passar do tempo e com tantas ocorrências em sua vida, acabou percebendo de que só haveria três finais para aquela situação; prisão, morte ou reabilitação forçada. Portanto, sua solução para que não houvesse esta mudança em sua vida, esta que o percorre por conta da cocaína, colocou-se outra mudança na frente: Parar de usar. Uma mudança que sem a cocaína tornou-se: Evitar uma mudança. ‘ É claro e objetivo esta colocação. As pessoas não mudam, elas evitam a mudança colocando novas verdades em sua vida que acreditam ser melhores. Resumidamente, uma mudança brusca é trocada por uma menor.

E daí nos encaixa o conservadorismo no Brasil. Este que muitos ainda encaram como um pano de fundo para destruir o comunismo que se encontra no Brasil, e reerguer a cultura. Claro, é isto também. Mas do que se diz de conservadorismo, vai muito mais além e é este o ponto onde eu pretendia chegar.

De todos os que me conhecem, metade ao menos sabe que eu não luto somente contra a esquerda. Luto contra aqueles que se dizem direitistas, mas suas ações colocam-se no lado oposto. Destes que se dizem conservadores, agem de maneira mais progressista-comunista do que os próprios seguidores do Jean Wyllys. O conservadorismo sendo características é preciso além de mudar o comportamento físico e mental e as próprias ações do cotidiano, deverá também mudar a si mesmo. Diferente do que muitos pensam, para se tornar um conservador exige uma longa jornada intelectual. Não basta ler livros, ou ver um ou dois vídeos do Olavo de Carvalho (nem mesmo todos) para se tornar um conservador. Requer-se a continuidade de estudos, para sempre adquirir cultura e conservá-las! Conceito básico de conservadorismo. Este que, pouquíssimos dos que se dizem ser, seguem. Em síntese, são os neo-conservadores (neo-cons) de quem estou falando. Os que dizem ser, mas na verdade não são. Os brasileiros não conseguiram se tornar conservadores rapidamente. A maioria se tornou neo-cons, pois era o mais fácil. Fácil por não ter de estudar, ou concentrar-se em seu próprio “ser conservador” que habita dentro de si. E porque não teria como se tornar um conservador em tanto pouco tempo. Isso vem de uma caracterização anti-realista: Caracterizar os conservadores com “mentores” de apenas uma só pessoa ou até mesmo várias cujo opiniões e visões de mundo são exatamente iguais, é, admitir que o conservadorismo pode ser rebaixado à níveis progressistas quando relacionado às influências intelectuais. O que por si mesmo torna-se, por vias filosóficas, anti-realistas.

Neo-Cons por sua vez, praticamente vieram com tudo nestas últimas semanas. Com brigas desnecessárias inacreditáveis. Como já havia se tornado um fato corriqueiro, tão trivial e sem relevância, eu pretendia esperar a poeira abaixar para fazer um diálogo aberto sobre esta questão, para enfim expor meu ponto de vista sobre o que está acontecendo e, sendo feito de errado e certo perante os conceitos conservadores. Todavia, a situação continuou e se prolongou até agora formando praticamente uma eternidade de discussões paralelas bobocas, continuando sem relevância alguma, martelando no “ad-hominem argumentos”, engajando esquerdismo e espalhando o inevitável progressismo na mente das pessoas. Mostrar o conservadorismo para brasileiros é como colocar balas de açúcar próximo a um formigueiro. Muitas de lá irão gostar, achar lindo e bonito, porém, poucas irão realmente usufruir daquilo.
Novamente os figurões da direita se mostram mais incapazes de serem de direita e mostrar-se como conservadores. Adoram a imagem de si mesmos, intitulam-se novos messias com missões divinas, esbanjam de seus seguidores e incitam para que a defesa deles seja unilateral. Claro que, isso jamais deverá ser feito de uma crítica unilateral também. Devemos procurar enxergar com clareza a espontaneidade da relação – proposta por parte anterior – e sim, abrir críticas saudáveis para que tal Figurão possa compreender a situação de si, e que seus seguidores tornem-se menos descabidos sobre a unilateralidade que praticam, a ponto de enxergar-se com o cajado da verdade, cogitando a ideia de que “Ninguém poderá tocá-lo, criticá-lo e muito menos contradizê-lo”.

Esta unilateralidade por sua vez, não existe somente na esquerda brasileira. Os neo-cons usam como pano de fundo, mesmo jamais admitindo que unilateralidade faça parte deles, pois sabem o conhecimento de princípios progressistas. Escondendo o caráter de si mesmos, esbanjando chavões e vivenciando-os a ponto de praticar crimes de vandalismo em ônibus, e escrever em notas de Real. Mas obviamente isso não importa para eles, contanto que espalhem a mensagem de “Olavo tem razão” e “Bolsonaro 2018”. Só para recordar, não tenho nada contra Bolsonaro. Admiro-o como um ótimo político, mostrando quem realmente ele é e nos dando mais uma chance aqui no Brasil, politicamente falando. O mesmo respeito vai para Olavo de Carvalho. Suas ações contínuas contra a esquerda nos fortaleceram muito estes últimos anos. De fato, não precisa tratar todos com flores para ser conservador, nem deveria. Porém a prática da Unilateralidade neo-cons partiu do princípio olavete (termo criado pela esquerda que, infelizmente se encaixa hoje em dia), querendo ou não.
É como se o que ele fez o blindasse de críticas saudáveis. E isso jamais retira o mérito, e os nossos parabéns que devemos. Porém é muito difícil de entender de que o narcisismo atual gerou desconfianças na direita em si, mostrando a todos que se não contabilizar todas as confianças em Olavo de Carvalho, você é um Esquerdista Traidor, um Liberal Frouxo e/ou uma Cristã Jujuba. O que deixa a entender de que conservadores assim, ou melhor, olavetes, não são quem dizem ser, ou quem acham que são, pois não souberam entender o ápice da questão que chega à conclusão de que Olavo de Carvalho não é o único, e o pior, pratica a unilateralidade que engrandece o Sr. Olavo, passando por cima das visões de outros sem ao menos respeitá-las. Espalhar o ódio, incitar, provocar discussões desnecessárias, provocar narcisismo neo-cons em si mesmos, provocar divisões, desmantelar críticas saudáveis, disseminar o desentendimento e o ódio, e proteger figuras cujo incitam o mesmo;
Não é ser Conservador. E é bom lembrar de que em qualquer outro país, este que se encontre sério politicamente e filosoficamente, existe divergências de idéias e opiniões, esta que não causa nenhuma alegoria inevitável que sempre é praticada pelos que vivem em ilusões. Um exemplo. Conservadores apoiam Trump. Outros conservadores apoiam Ben Carson. E nem por isso, há de existir uma discussão boboca.

One thought on “As mudanças e o conservadorismo no Brasil

  1. Calliope Isabela

    interessante essa “teoria” de mudanças e bem esclarecedor sobre o conservadorismo aqui no pais
    otimo artigo!

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