Filosofia da História – Parte 1

É excessivamente comum a inépcia de professores e intelectuais quando relacionado à filosofia da história, principalmente quando a relação é a mais próxima do “homem” como indivíduo. De todas as partes como a antropologia, filosofia e psicologia, a história não é somente encarregada de suprir o conhecimento dos fatos e resumi-los a meras visões magnéticas dos dias atuais. Existe uma confusão nestes termos. Assistimo-nas nos campos de mídia, escolas e principalmente universidades. Gerando preocupação pela parte de historiadores e intelectuais (dignos do título), pois há uma acumulação de defeitos analógicos em termos da filosofia da história.
 
Estes defeitos, colocam a filosofia histórica/historiográfica em um mero objeto subjetivo, relativo e sem importância para com seus próprios termos. Em outras palavras, ou melhor dizendo “em palavras progressistas”, a “Verdade” que a história busca não passará de uma verdade relativa, pois seus termos e análises serão precedentes daqueles que regem tal história. Logo, segundo esta lógica, a história que foi escrita não passa de uma confusão, mentira, difamação e propagação de preconceitos xenofóbicos. Não esquecem de valer-se, dos conceitos historiográficos progressistas (análises marxistas da história), como as funções pragmáticas e meticulosas dos Europeus em 1500. Trágico.
 
Em tese, os progressistas entendem que por história, a visão “eurocêntrica” é a que rege o mundo em seus ideais filosóficos e históricos. Não como algo bom – logo explicarei – mas, como se a história fosse algo esdrúxulo a ponto de ser uma falsa compreensão do passado, pois ela vem de visões deturpadas. No encalço desta compreensão, não podemos jamais esquecer que estas afirmações: “Europeus são xenofóbicos” “A história regida por eles é uma mentira” “A verdade é subjetiva às circunstâncias”, podem ser facilmente quebradas com três simples objeções:
 
1- A Verdade Subjetiva – Primeiramente devemos reposicionar nossas interpretações. No ponto de vista marxista, uma verdade subjetiva/relativa ela é funcional em qualquer meio. Em seu próprio termo, a ”verdade subjetiva” entra em contradição. Se existe uma verdade subjetiva, quem a garante como sendo? Afinal, para que a verdade subjetiva seja uma verdade, será preciso utilizar um meio objetivo. Resumidamente: O fato da verdade ser subjetiva é uma verdade absoluta?
 
2- A mentira “eurocêntrica” – Ainda no ponto da verdade subjetiva, supondo que ela faça algum sentindo, ela induz à nós que a História é regida pela visão egocêntrica Européia, que massacrou outras visões de história, impondo-se como a definitiva mundial. Mas, logo eu pergunto: Qual povo, cultura e pátria consagrou e conservou sua história da idêntica maneira ao dos Europeus? Os nossos índios? Devemos levar em conta de que muitas culturas abominavam a História (até quem estudou Platão e Aristóteles, quando relacionados à indiferenças com os Sofistas, a questão da História era turbulenta) até mesmo na própria Europa. Logo, este discurso inflamado “anti-euro” é fajuto, e imbecil. O máximo de conteúdo que poderíamos chegar, seria na visão e estudo em que os Europeus tinham sobre os povos que não conservavam sua história.
 
3- A crise da Verdade – Se esta verdade como sendo subjetiva historicamente, porque ela deve ser passada já que não existe uma verdade absoluta? Normalmente o discurso progressista nos diz que existem outras histórias conservadas de outros povos – mesmo não existindo fonte alguma ou no mínimo algum processo de conservar tal história – passando por fim uma incoerência: Se a visão eurocêntrica que temos sobre o mundo é uma verdade – mesmo a verdade sendo subjetiva – quem nos garante que esta visão de mundo nos induz a pensar desta maneira?
 
Claramente àqueles que afirmaram tais especulações sobre os Europeus e “a verdade histórica”, são meros bobões que vivem de jargões progressistas. Criticam uma suposta bolha intelectual, praticando e utilizando outra bolha intelectual. Estas afirmações, por sua vez, nunca passaram nada de objetivo e definitivo, pois são regidas e retiradas, inteiramente, do mero achismo (no Brasil, não temos um largo e vasto estudo sobre o mundo e aquilo que podemos alcançar. Temos na verdade, um bando de panfletários que leem dez livrinhos e têm a certeza – achismo – de que o conhecimento sobre tudo giram em torno de suas mentes).

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