Filosofia da História – Parte 2

De todas as formas mais caricatas e pensamentos progressistas possivelmente esdrúxulos, a Esquerda, por assim dizer em um todo, procura praticar a relativizar o passado desde suas raízes, colocando uma certeza de que as primeiras civilizações são irrelevantes para a assimilação do atual mundo que frequentamos e – o uso do positivismo – futuro. Um escárnio completo de toda a humanidade praticada por estes personagens que se intitulam “Naturalistas-Positivistas-Iluministas”. Não obstante, como uma compreensão do Agora, poderá ser feita sem seu precedente mais adequado sobre sua história, visando somente o progressismo positivista colocando a si mesma como a importância válida e concreta? Não me limito a dizer que este pensamento é o mais inepto da esquerda, pois, invalida a história – assim também como o conservadorismo – a fim de sobrepor junto à sujidade porque de nada se usufrui destes fatos. Chavões, depreciações e visões estereotipadas da realidade.

Suas visões, no que lhe diz respeito, os próprios esquerdistas, evidenciam uma ramificação entre o passado e o presente, nulificando suas relações internas e externas. Logo, ilustrar-se à história das primeiras civilizações, idade antiga, medieval e moderna, não transmitiria nada mais do que uma perda de tempo, uma vez que não existe nenhuma relação com o presente. Desvirtuam o conservadorismo por readquirir o que houve de bom nas sociedades e ofereceu-se de pedestal, para preservá-los na presente sociedade, pois se determina em algo retrógrado, irrelevante e obsoleto.

No início, é fácil perceber uma rasa e impura interpretação da antiguidade e da história em si. Nada é mais importante para a civilização do que a sua própria história. Uma objeção em exemplo claro: Para que se construa uma casa, será necessário preparar o terreno, para que sua estrutura seja firme e sólida o bastante para aguentar o cúmulo de problemas que poderá vir a acontecer. Tanto por fatores externos quanto internos a casa. E esta é a civilização antiga. Nossa sociedade, uma casa que tem esta base da civilização. Sem esta base, não teríamos consigo a essência civilizadora por natureza e não poderíamos em hipótese alguma, sem qualquer meio possível, construir uma casa. Portanto, analisar a nossa história com o intuito de compreendê-la, é obrigação moral de qualquer cidadão. Seja ele de Esquerda, Direita, Centrista, ou seja lá qual lugar politicamente ele se encaixe. Por conseguinte, o conservadorismo visa à importância do passado para sociedades futuras. Não é uma mera prisão de tradição. Tanto porque são conservados os valores perenes, construções filosóficas e civilizacionais que são legados permanentes. É simplesmente o que é.

Por irem contra a realidade, os progressistas entram em contradição o tempo inteiro. Não conseguem – ou ao menos não desejam – reconhecer que o passado, presente e futuro estão interligados por princípios e questões humanas essenciais. Não existe, de circunstância alguma, uma civilização que se fundamente meramente no atual e no futuro, assim como os filósofos e “historiadores” chinfrins do positivismo que se dirigem contra a esta justificativa. O conservadorismo nega as rupturas, obstruções e destruições. O esquerdismo histórico, nega a tradição, valores e cultura.

Destarte o progressismo torna-se um ideal fajuto e contraditório. Uma idealização de um futuro que não se tem a veracidade de que poderá ter êxito, como será feito, ou de como ele será posteriormente. Para que houvesse uma idealização do futuro digna e sensata, deveríamos idealizar o futuro inteiro, até o final dos tempos, ou seja: é algo impossível. Historiadores assim, não se importam muito com as instituições legadas pelo Homem que, as criou para que houvesse ordem e desenvolvimento. Eles a colocam de lado, usando como visão histórica, somente aquela marxista boboca e fútil sobre a economia e meios de produção. É uma tolice por assim dizer. Passando para os jovens e adultos de que os seus ideais podem ser realizados a qualquer meio e custo, esquecendo de que o propósito dos jovens – e de muitos adultos hoje em dia -, é aprender o passado, não idealizar perante uma interpretação.

Diferente destes termos progressistas, nós, conservadores, mostramos que o conservadorismo não é contra a evolução. Pelo contrário. É através do conhecimento que obtemos pelo passado que podemos evoluir gradativamente. Contudo, com condições respectivas ao que pode ser feito moralmente e devidamente com as cláusulas possíveis de uma “não ilusão”. Isto é, evoluir, adquirir e utilizar novos meios com cautela e precisão de acordo com a realidade em que vivemos. Uma mudança prudente, em consequência. Repassar elementos é evitar os erros que o passado cometeu, principalmente quando é relacionada às revoluções como a francesa e, evita-los no presente e futuro. Em termos mais epistemológicos, o conservadorismo é um diálogo preciso e concreto com o passado e o tempo. Utilizamos referências, não idealizações. Valores intrínsecos que regem nossa sociedade moralmente, intelectualmente e gradualmente falando.

São os pilares. O Direito Romano, a Filosofia Grega e a Moral Judaico-Cristã são as bases para a civilização ocidental que souberam integrar outros nela e continuar desenvolvendo, e acatando meios realísticos para a vida humana. Assim como outras culturas que também tem – ou tinham suas bases – e foram jogadas fora por revoluções de confeitarias. É quase como se a base para uma sociedade fosse uma força física. Sem ela, o corpo não aguenta a mente e a mente não tem mais referências de possíveis graduações e evoluções. Não há como negar. É impossível começar uma casa sem um chão. É impossível começar uma sociedade, sem que a mesma tenha uma base ou referência civilizacional. Não existe história sem conservadorismo, e vice-versa. A importância do passado está em suas raízes, para que quando a planta estiver crescida, dê bons frutos e que assim continue sua vida.

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