Hegemonia parcial intelectual

No Brasil de hoje, é extremamente válido descartar completamente tudo aquilo que se compõe fora do Esquerdismo. Implantado o conceito de “descartar completamente” na mente das pessoas, o mesmo ocorre com o Direitismo. Infelizmente, alguns ainda não propuseram questões válidas a ponto de serem determinadamente aceitas nesse âmbito conservador.

A Filosofia de Nietzsche, por exemplo, agrada a muitos e particularmente a mim. Contudo, é preciso obter prudência ao interpretar suas obras ao relacionar-se a Deus. Como muitas, a Filosofia de Nietzsche pode muito bem ser elevada em determinados pontos, em base de conhecimentos gerais realistas sobre a visão que atingia entre: Busca pelo conhecimento/Busca pela diversão, é realmente fantástica e é um espelho moral para o Brasil de hoje. Em junções religiosas é provável que a época desfavorecesse inteiramente o pensamento teísta de Nietzsche, levando a acreditar que um ser Atemporal seria impossível. Mesmo não deixando extremamente claro em suas obras um Ateísmo sujo, é preciso saber separar as coisas. Arrancar-lhe os pontos positivos sem coloca-lo como um mero filósofo progressista é uma função obrigatória, onde intencionando ou não, é o que se deve fazer com praticamente todos os filósofos dignos de serem chamados assim.

Por sua vez as explanações brasileiras têm o poder de conseguir alcançar sua filosofia, somente na parte que os agradam nos meios de MEC. O Ateísmo. Jogando fora toda a reflexão perante a sociedade relacionada ao Achismo/Diversão e a busca inflamada por Entretenimento. Um adendo importante: Sou cristão e é preciso primeiramente enxergar e retirar as adequadas reflexões de Nietzsche para nós conservadores. Não é esquecer ou esquivar-se do ateísmo embutido em sua filosofia, é saber separá-la para aproveitarmos o que existe de melhor em suas reflexões.

O mesmo deve-se fazer com Pondé, Olavo de Carvalho, e muitos outros intelectuais que possam ser considerados conservadores-liberais. O ponto principal a ser seguido, não é a hegemonia ideológica cujos muitos seguem acreditando que tal movimento ideológico pode curar, de certa forma, o país. Mas, na verdade, o certo a seguir é aquilo que, perante a interpretação correta e diferenciação de opinião, no que se leva ao íntimo ético da pessoa, aproveitar e conservar.

Em uma sociedade civilizada, é comum o desfruto intelectual de praticamente todos, pois nela, existem pessoas dedicadas a fazer um tipo de análise que compõe a filosofia inteira do indivíduo. No Brasil, isso é diferente. Existe uma hegemonia seletiva por aqui. Para que exista uma sociedade sã de seus conceitos, uma plana classe intelectual digna de título, e que haja ao menos o mínimo de democracia de idéias, necessita, primeiramente, a quebra de qualquer tipo de hegemonia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>