Top 5 motivos pelos quais a direita não é fascista

A maioria das pessoas de direita já devem ter sido chamadas de “fascistas” por um esquerdista alguma vez na vida. Radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou destaque no início do século XX na Europa, o fascismo é usado hoje como um xingamento por pessoas que desconhecem seu real significado.

Vamos listar cinco motivos pelos quais seu amigo de esquerda está equivocado ao te chamar de fascista.

 

1 – Estado Forte.

O fascismo diz que o Estado deve ser capaz de controlar tudo. Nas palavras de Mussolini: “tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”. Essa teoria defende que o Estado tenha plenos poderes tanto sobre a economia quanto a sociedade.

A direita prega o inverso, o chamado Estado Mínimo, que defende sua minimização até onde for possível, de modo que o governo tenha pouca ou nenhuma influência sobre o indivíduo e a economia.

 

2 – Conflito de classes

O fascismo fez o que pôde para desvincular-se do socialismo, mas certos paralelos são gritantes, tais como o conflito de classes. Essa é uma técnica famosa e muito usada hoje em dia na forma de movimentos sociais. O objetivo primordial é dividir a população em classes antagônicas, de modo que elas duelem entre si e aniquilem-se. Quem usa a luta de classes como forma de controle social ignora o indivíduo, e o trata como uma parte de um todo. Alguns exemplos atuais de conflitos de classes são os movimentos feminista, negro e LGBT.

A direita é individualista, ou seja, considera o indivíduo como a parte mais importante da sociedade, e não o contrário. Portanto, trata-os de forma distinta e sem se prender a coletivismos. Por exemplo, para a Direita, um negro e um branco que tenham cometido o mesmo crime devem ter a mesma punição, porque a cor de suas peles não representa um agravante ou um atenuante.

 

3 – Protecionismo

O fascismo defende o protecionismo econômico, que é um conjunto de medidas econômicas que visam dar prioridade ao mercado interno, no lugar do externo. Essa é uma prática que os países devem implementar de certa forma, porque fazer apenas o mercado externo circular destrói a produção interna. Mas levada ao extremismo, como o fascismo o faz, é uma técnica que desregula a economia, além de ser obviamente inviável para qualquer nação. Quais países possuem dentro de seus territórios absolutamente tudo de que precisam para seus habitantes? Combustíveis, água, comida, minérios, gado, etc? Nenhum, certamente. Impossibilitá-lo de negociar itens de que necessite com outros países gera escassez de matéria prima, o que faz os preços subirem e o poder de compra da população despencar, que por sua vez se torna incapaz de consumir, e isso gera inflação e miséria.

A Direita defende o livre mercado, que é a possibilidade de trocar bens de consumo da forma que desejar, com quaisquer agentes da economia. As pessoas podem escolher o que comprar e de quem, assim como os negociantes são livres para dar suas ofertas ao público.

 

4 – Eugenia

O fascismo utilizou-se do conceito de eugenia, que é a seleção das pessoas, baseado na melhor qualidade das gerações futuras. De acordo com esse conceito, uma criança com síndrome de Down seria rejeitada, pois possui genes defeituosos e não geraria descendentes de “boa qualidade”. Essa é uma técnica divisória, que culminou, na Alemanha nazista, no Holocausto, o assassinato de milhões de judeus considerados inferiores, em prol da pureza ariana.

A direita, como já dito antes, não baseia-se no coletivo para julgar o indivíduo, portanto não considera essa ou aquela pessoa superior ou inferior com base em outras pessoas, sendo, assim, antágona ao conceito de eugenia.

 

5 – Despotismo

O fascismo é despotista, ou seja, concentra nas mãos de uma pessoa ou entidade. Este governa sozinho, sem interferência de agentes externos. Em certas implementações, ele foi suavizado para uma oligarquia, que concentra o poder político nas mãos de uma família ou de um grupo político com intenções semelhantes.

A Direita é contra formas de governo totalitárias que concentrem o poder nas mãos de poucos sem que possa haver intervenções ou regras, muito embora não tenha uma forma de governo específica.

7 thoughts on “Top 5 motivos pelos quais a direita não é fascista

  1. Charles sorb

    Entrei achando que ia ler merda e confirmei isso na primeira afirmação pqp, esses retardados mentais pseudo-direitistas com formação e vlogs do youtube não tem a mínima noção do que é direita.

    • Ghregor

      Maconha?

      • Charles sorb

        Seu “argumento” explana tudo que tem nessa cabecinha 😉

    • Paulo César

      Falou o especialista. Xingou bastante para comprovar sua teoria.

    • Jackx Teller

      Muito bem sr Marmota… Começou acusando e xingando e depois ainda plantou uma certa desinformação. Comportamento típico de um esquerdista convicto.
      Apenas para esclarecer os fatos, os conceitos de direita e esquerda vieram APÓS a queda da Monarquia. Afirmar, do alto dos píncaros de sua própria ignorância, que a Monarquia era de direita significa dizer que um cadáver tem inclinações políticas…
      E recomendo fortemente ao senhor aprender alguns princípios basilares de convivência em sociedade, entre eles o princípio da boa educação que diz que, mesmo discordando de outra pessoa, não necessitamos ofender os nossos interlocutores para tentar dar força a nossos próprios argumentos.
      Não usarei o batido argumento esquerdista de te mandar estudar, pois educação traz-se de berço familiar. Então sugiro uma breve temporada com teus pais ou avós, caso os conheça, a fim de aprender essas nuances de bom comportamento.

  2. Marcílio Teixeira de Mello

    Eu acho impressionantes como existem pessoas que, ao discordar da opinião dos outros, caem de pau xingando, ofendendo, denegrindo, como se fosse alguém superior e dono da verdade. Mais esse tipo de comportamento arrogante, prepotente, os identificam logo como esquerdistas intolerantes e antissociais, eles sim, os verdadeiros disseminadores do ódio.

  3. José Carlos

    Nádia, ótimo texto. Simples e direto. Quem quiser se aprofundar, bastar pesquisar. Quando ouço alguém de Esquerda falar, sobre qualquer coisa, tenho a impressão que o discurso é tão complicado que nem ele mesmo sabe, em certos momentos, do que está falando.

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