1 de maio: Dilma e o “pacote da bondade”

Eu tinha falado ontem sobre os ajustes que a presidente deveria fazer nesse primeiro de maio. Hoje, Dilma anunciou, em evento da CUT (o que configura crime de responsabilidade), reajuste de 9% nos benefícios do Bolsa Família, que possui 45 milhões de inscritos segundo os responsáveis pelo programa, além de corrigir a tabela do IR em 5%. Segundo a mesma, isso é parte de um “pacote de bondades” (leia mais em: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/05/01/dilma-anuncia-aumento-no-bolsa-familia-e-correcao-da-tabela-do-irpf.htm).

‘bondades’ para quem? Para o contribuinte que viu a taxa básica de juros sobre praticamente todo tipo de mercadoria subir assustadoramente nos últimos anos, graças à economia protecionista que o governo adotou?

E se o próprio governo fez cortes de quase 87% em programas sociais por falta de verba, como pretendem justificar um aumento tão significativo no Bolsa Família?

O nome disso deveria ser “pacote da ilusão”. O beneficiário do programa terá vantagens a curtíssimo prazo, visto que essa medida muito em breve será desfeita por óbvia falta de capital, e o petista culpará quem for obrigado a tomar tal atitude, e não o (des)governo que a criou.

O PT respira por aparelhos, mas ainda encontra meios de destruir o que vê a sua frente.

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