As 4 formas de se gastar dinheiro

Milton Friedman definiu as 4 formas que existem de se gastar dinheiro, que são baseadas em quem possui o capital, e com quem ele deve ser investido. São as seguintes:

1) Gastar dinheiro próprio em benefício próprio

Ao comprar algo para si mesmo, com dinheiro que você trabalhou para obter, sua prioridade racional será escolher algo tão barato quanto possível, mas com a melhor qualidade que puder encontrar. Ou seja, o foco nesse tipo de gasto é o custo-benefício. Um produto caro demais e de qualidade mediana será certamente descartado, assim como um barato demais também de qualidade mediana será preterido, caso haja outro de mesmo preço e qualidade superior.

2) Gastar dinheiro próprio em benefício alheio

Ao comprar algo para outra pessoa com dinheiro seu, como na hora de escolher um presente, o foco deixa de ser a qualidade e passa a ser a economia – além do merecimento que o destinatário possui. Para alguém muito querido, você talvez se disponha a comprar um item mais caro; para um conhecido, certamente o preço baixo do produto chamará mais a atenção.

3) Gastar dinheiro alheio em benefício próprio

Quando você dispõe de dinheiro advindo de outra pessoa, como se te levarem para almoçar num restaurante, a qualidade será o maior foco. Se for possível escolher um local melhor do que o que você costuma frequentar regularmente, este provavelmente será escolhido, uma vez que não será você a pagar a conta.

4) Gastar dinheiro alheio em benefício alheio

Na situação onde se possui dinheiro que lhe foi dado para comprar algo para outra pessoa, como quando você é encarregado de realizar um serviço para alguém com dinheiro de outros, tanto a preocupação com a economia não existirá, visto que o investimento não sairá do seu bolso, tampouco com a qualidade, visto que o destinatário não é você. De forma mais clara, não há razão evidente para se preocupar com uma utilização adequada desse dinheiro.

Essa quarta forma de gastar dinheiro é a mais ineficiente entre todas, e é o que o governo faz, ao captar impostos da população a fim de empregá-los em nome dela.

 

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