Vida Plena

Em sentimento natural, a humanidade procura entender o sentido da vida, de onde viemos, porque existimos, e milhões de outras questões que nos movimentam a evoluir. Mas, onde isso se encaixa em viver? Aliás, como viver? Estes termos recentes aparentam serem perguntas quase essenciais a serem feitas para nós brasileiros. Não sabemos viver.

Como exemplo, por muito tempo achei que invalidar sentimentos em busca de uma razão pura, racionalizando este próprio preceito, poderia me levar a uma vida mais pura, espiritual e plena.

Contudo, não há nada que possa ser tão concreto e factual quanto alinhar essas virtudes. Ontologicamente, o ser humano retém virtudes como estas, e as utiliza por suas faculdades mentais, corporais e espirituais. Necessita-se de uma linha que, por sua vez vise um controle de cada faculdade, a fim de mostrar ao indivíduo do que ele é capaz.

Se pudéssemos saber tudo aquilo que somos capazes de fazer, entendendo que as regras embutidas em nossa sociedade vinda de uma realidade são essenciais para serem seguidas, e após disso compreender por uma via bem simples de que podemos realizar nossos desejos mais profundos e sentimentais, sem negligenciá-los nem esquecer-se de que a razão, logo moral evidente possa ser medida ao mesmo tempo, viveríamos em paz.

Não devemos, portanto, esquecer-se de uma virtude, ou esquecer-se de uma faculdade que já pressupõe o argumento da ontologia, o medidor de nossas capacidades mentais, corporais e espirituais.

Focando somente no espírito, negligenciamos a mente e o corpo. Focando somente na mente, negligenciamos o corpo e o espírito. É um erro quase mortal, afinal qual importância teríamos em viver em pleno instinto, levitando sobre a razão e se esquecendo de nosso espírito? Alinhar o espírito, corpo e mente é a tarefa fundamental para viver em plenitude. Alguns intelectuais e líderes religiosos provam de que estas virtudes e faculdades se ligam.

É pouco comum enxergarmos tais alinhamentos em outras pessoas, mas quando as vemos, sentimos raiva, ódio, inveja e caímos na ilusão destas camadas. Nós não queremos aprender antes de ser, queremos ser antes de aprender e nisso já cometemos o maior erro possível relacionada à mente. Se, por uma questão óbvia, fomentamos a raiva e inveja daqueles que possuem, caindo na tentação de fingimento, nos tornamos hipócritas e a mente perante esse conhecimento, sabendo de teu próprio fingimento, destrói teu corpo e consequentemente barra sua virtude do espírito de agir. É um efeito dominó.

Da mesma forma acontecem nas outras virtudes. Visando um lado, na indiligência de outro, derruba o próprio lado que tendemos e destrói, em efeito, tudo aquilo que se compreende como vida plena.

Por muito tempo indiciei os sentimentos humanos como frágeis e que somente a racionalidade poderia curar e levar o ser humano a uma vida plena. Mas, como todo efeito dominó, caí na tentação profunda do medo, sem a prática da gratidão, desaplicando a virtude que me daria poder.

O conservador implica exatamente nesses aspectos. Recolhe-se nessas virtudes que em essência já são capazes de elevar o ser humano. Aspectos estes que, fazem parte da ambição saudável do ser quando em matéria de alimentação intelectual, torna-o conhecedor e erudito. Também fazem parte da esfera cultural e pública, adentrando questões sobre as instituições religiosas. Busca pela verdade, por assim dizer. E por último, a beleza exterior do universo e de si mesmo. Entender a ternura universal, e ser-lhe-á entregue o entendimento que assim busca.

O ser humano é poderoso. Poderoso de si mesmo. Poder de controlar suas ações e emoções, manusear sua razão e alimentar a fome de seu espírito. O indivíduo que tem poder máximo sobre suas faculdades, tornando-as tributos, valores e riquezas, tem poder sobre sua vida. Se você tem poder, você Vive Plenamente.

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