Sobre Cunha, Jucá e a Honra!

Me lembro de uma das últimas cenas do filme Batman O Cavaleiro das Trevas, em que o homem morcego dialoga com o maníaco Coringa que se gaba de haver corrompido a esperança de Gotham, o “cavaleiro branco” e promotor público Harvey Dent. Antes disso, Coringa é frustrado em suas expectativas ao perceber fracassado o plano de explodir cidadãos comuns e presidiários, cada grupo em um navio respectivamente, e em posse de um detonador apto a explodir o navio do outro, ambos os lados vivendo um dilema, mesmo porque a ordem do Coringa era que caso um dos lados não detonasse o navio do outro, a meio noite o Coringa detonaria a ambos. O intuito? Ver o circo “pegar fogo” apostando na malevolência e descrença da bondade humana, “eles não são como você” bradou o cavaleiro das trevas triunfante…

Há uma característica muito comum nos maníacos e psicopatas, que é a projeção de si na humanidade. Eles não acreditam na conduta virtuosa e desprovida de vício. Generalizam a maldade como a única moral praticável e sentem-se surpresos quando a honra, a honestidade, a generosidade e a transparência se afiguram diante de si. Presenciamos a mesma expectativa em relação a política nacional, não esperamos muito de nossos representantes, mas será que é porque nós é que não somos capazes de praticar a virtude, ou será que projetamos nos outros a mesma desconfiança que temos em relação a nós mesmos?

Indagações filosóficas a parte, uma coisa é certa: não temos bandido de estimação.

Quando Eduardo Cunha foi afastado da presidência da câmara ninguém se levantou contra essa determinação. Houve, é verdade, uma parcela mais desconfiada que não viu naquilo algo positivo àquela altura do campeonato, o que foi confirmado na atitude sorrateira de Waldir Maranhão (seu vice recém empossado), ao tentar anular o impeachment.  Fato é: ninguém saiu pelas ruas a enaltecer “Cunha, guerreiro, do povo brasileiro”, todos respeitaram a legalidade do ato, a necessidade do ato e reconheceram que fundamentos para tanto não faltavam, simples assim.

Hoje fomos “surpreendidos” com o vazamento de áudios de conversas gravadas entre o novo Ministro do Planejamento Romero Jucá e Sérgio Machado, Ex-presidente da Transpetro e que é só mais um dentre tantos nomes investigados na Lava Jato.

O conteúdo pode ser verificado AQUI e revela a intenção de compor um pacto para deter a Operação Lava Jato, o que corroboraria a tese de Golpe, exaustivamente defendida pelo PT e seus asseclas.
A esquerda deu chilique (eles sempre dão), aproveitaram o quanto puderam e tomaram um tapa na cara, pois a “direita” não condescendeu, não deu guarida, não formulou uma desculpa, nem promoveu piparotes discursivos. Até o Senador Caiado defendeu o afastamento de Jucá.
O silêncio do atual governo e a suspensão do pronunciamento de Michel Temer, marcado pra hoje, deram a deixa, e Romero Jucá, constrangido e humilhado, pediu licença do cargo ao fim da tarde de hoje…

O que desejo expor com tudo isso é que o corporativismo e o apego religioso partidário é privilégio da esquerda, não nosso. A nós não importa quem seja, não importa como seja, mas se cometeu ilegalidade, que responda à justiça. Ninguém do “lado luminoso da força” denunciou o vazamento seletivo, ninguém culpou o marido por ter flagrado a esposa com o amante na cama, ninguém demonizou a Folha de São Paulo pela exposição nem marcou ato em favor de Romero Jucá ou do governo Temer a fim de apoiar a infâmia só porque eles “estão conosco”, nada disso. Do lado de cá impera o amor a verdade, a virtude e o respeito às leis e ao povo.

A esquerda perdeu, e agora tem que engolir a seco uma dura realidade que certamente ela não contava: O mau não triunfou!
Quanto a nós, mulheres  e homens honrados desse país, estamos a postos e dispostos a salvá-lo, custe o que custar, venha o que vier, pois o bem existe e há de combater e triunfar sobre o mal.

Chora esquerdalha, nós não somos como vocês!

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