História econômica brasileira

O problema incorporado na economia brasileira está ligado a diversos fatores, causas históricas e contemporâneas diretas. Distúrbios políticos, desorganizações e estruturas estagnantes, fazem parte de característica econômica administrativa, além de coeficientes internos e externos em práticas de baixos investimentos nas próprias baixas empresariais. Neste rápido prólogo, venho a dizer de antemão de que as formas econômicas do governo Dilma são de caráter essencialmente parcial de toda a história.
 
(1950) A grande origem inflacionária brasileira está incluída desde o governo de Juscelino Kubitschek (1956 – 1961), em toda aquela utopia em tentar fazer “cinquenta anos em cinco”. Por existir tal intuição de uma suposta forma mágica econômica, o governo de J.K decide imprimir dinheiro de forma completamente desorganizada, dentro dos efeitos de gerar pagamento a mineiros para fazer estradas, prédios da maneira mais rápida possível. O exemplo mais notável faz parte da grande rapidez na construção de Brasília, cujo todos os equipamentos de construções, entre outras coisas essenciais, foram levados de avião. Gerando este grande potencial inflacionário.

 (1960) Com a faculdade inflacionária muito forte, acirrando-se com a renúncia de Jânio Quadros (1961) e com o governo João Goulart (1961 – 1964), passa a existir distúrbios políticos muito grandes. Uma desordem econômica e política passam a predominar em todos os setores públicos e privados, com toda a responsabilidade – ainda não cumprida – pela esquerda que tentava tomar o poder.

 (1964) Debelada pelo governo militar, mais especificadamente a dupla Bulhões e Campos, formam planos de governo como o Instrumento de correção Monetária, a fim de manter a ordem já destruída pela esquerda e Goulart tempos anteriores. O plano deu certo e logo após veio Delfim Neto e o Brasil obteve um crescimento de 11 – 12%. Este sucesso, por sua vez, foi ficando menor no governo Ernesto Geisel (1974 – 1979) que, apesar de muitos méritos devidos, era um governante altamente estatizante. E por conta desse fator, acabou fazendo com que houvesse um crescimento de instituições públicas – e crescimento de pessoas dentro dessas instituições.

(1985) Quando se chegam à democratização no governo de José Sarney (1985 – 1990), a população e o próprio estado acabam obtendo uma visão errônea do que se compreende como democracia. Neste contexto, entendem de que a democratização visa atender qualquer reivindicação feita pela sociedade, criando uma espécie desorganização total no estado e, associado aos problemas de indexação, geraram juntas uma hiperinflação. Neste período, todo mundo tinha uma intuição de que poderia transferir/transportar seus preços aos preços da inflação passada. Resultado: Aumento desordenado da taxa de inflação (em um determinado mês, houve cerca de 70% da taxa inflacionária).

 (1992) Após Fernando Collor de Mello ter sofrido o Impeachment pelo Senado, assume inteiramente Itamar Franco (1992 – 1994), no qual Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazenda, e debelam a hiperinflação de uma maneira muito inteligente. Com a equipe de economistas, visaram dar um golpe total na indexação, criando-se a URV – uma moeda não manual. Com a URV, em conceito bem simples, um Dólar que não é Dólar, todos tinham a inflação corrigida na sua remuneração. Ou seja, ninguém, naquele tempo, percebia que tinha inflação, afinal ela era igual para todos. Ótimo.

 (1995) Não obstante, a segunda parte da conta não foi resolvida, isto é, desde o governo J.K, o estado brasileiro acredita que é possível produzir atividade econômica a partir de dinheiro falso. Nisso, quando entra FHC (1995 – 2003), sua atividade consiste em trocar o financiamento da inflação, gerando empréstimos e aumentando a carga do endividamento tributário público. Para pagar estas dívidas, o governo coleta todos os recursos do mercado financeiro para ele próprio. Não tendo dinheiro disponível para distribuir aos empresários (pessoas físicas) e jurídicas, não há dinheiro. Nisso, acontece uma redução muito grande na dita FBPK (Formação Bruta de Capital Fixo) que consiste em um dos critérios que os economistas utilizam para julgar se a economia cresce ou não.

Baixo investimento se deu em baixas nas empresas. Eles apenas estavam trabalhando para pagar suas contas correntes. A taxa tributária, quando somada mais ao juro, faz-se a transferência dos recursos das pessoas que trabalham, para um setor que finge que trabalha: Estado.

 (2003) Na chegada do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003 – 2011), existia uma intuição praticamente generalizada no pensamento brasileiro, de que Lula iria quebrar contratos, abolir a propriedade privada e fazer a revolução assim tão benevolente prometida. Gerando, no entanto, uma surpresa. Lula não havia cumprido absolutamente nada daquilo que propôs em todas as suas campanhas – desde as primeiras cujo veio a perder. Acontece que o movimento revolucionário percebe desde 1931 – dado as demonstrações por Ludwig Von Mises – de que não existe outra economia a não ser o próprio capitalismo. Logo, é evidente de que as ações correspondentes no governo Lula, foram determinadas na busca de crescimento para favorecer a futura revolução que ali se implantava – deve-se, a partir de agora, compreender a economia brasileira a partir da estratégia do Foro de São Paulo.

Os problemas que ali aconteceram, se deram pela fomentação na alta estatização nas partes públicas e meramente privadas, assim refletindo nas áreas de impostos e tributos. Em oito anos de governo, a expansão média do PIB – antes 2,3% no governo FHC – a média foi um pouco maior atingindo o ponto de 3,5%. Porém, a economia ligada aos meios estatizantes, não quer dizer de que a economia local estava na mesma, isto é, a própria população. Ademais, o crescimento populacional permaneceu desregulado com o crescimento econômico (que por sua vez deveria ter alcançado 12%), gerando enfim futuros problemas no governo Dilma. Ainda nesses oito anos, houve aquilo que os economistas chamam de “Fuga de Capitais”, florescendo tais resultados no câmbio em que o dólar disparou para quase quatro. Consequentemente, o IPCA, por causa da disparada do câmbio, fechando o ano de 2002 em 12,5%.

Na surpresa do governo Lula, nomeando a cargos econômicos liberais ortodoxos e indivíduos que podem ser considerados conservadores, evidencia que a forma de governo neoliberal – já irei catalogar de maneira rápida – estava enfim se mostrando. Liberalismo não tendo nada a ver com Neoliberalismo. É preciso recordar de que a formação Liberal se trata de uma vertente que surge no século 18 e que veio passando por economistas geniais e, que tal intuito é deixar as pessoas em paz para produzirem atividade econômica. Já o Neoliberalismo, cujo intuito é resgatar a Ação Humana apenas privatizando as companhias, nos mostra de que a diferença dessas duas palavras não é apenas o “neo”. Os governos socialistas encontram então, no Neolibaralismo, uma forma de parecerem menos esquerdistas visando à economia para estatizarem a cultura e as relações humanas, criando novas formas de escravizar o empresário com tributos. Visto esses conceitos, vemos, portanto que o governo Lula esteve apenas fazendo um disfarce econômico para fortalecer-se em outras áreas.

Por fim, além do endividamento recorde e dos investimentos errôneos das indústrias, tivemos também uma disparada nos preços da gasolina e da energia elétrica, grande queda na renda real das pessoas, pedaladas fiscais e desarranjo nas contas do governo, perda do grau de investimento, e uma disparada ainda mais intensa do dólar, o que está causando uma carestia generalizada.

 (2011) Tudo isso acima se agravando ainda mais no governo de Dilma Rousseff (2011 – 2016). Não há como pensarmos de que foi somente ela que destruiu nosso país em termos econômicos. Existe uma história inteira atrás que não podemos ignorar. Fenômenos da hiperinflação, inflação generalizada, dívidas públicas internas e externas, aumento das taxas, tributos e impostos, foram apenas as medidas econômicas que acabaram por agravar e aproximar o Brasil naquilo que compreendemos como Crise.

Assim como já afirmado por diversos liberais economistas, e o próprio professor Peter St. Onge, os estímulos gerados pelo Estado não produzem absolutamente nada. Afinal isso reflete nas consequências de produzir dinheiro, no intuito de fazer rodá-lo – algo que não acontece – gerando por si uma inflação. Para ajudar as grandes empresas a adquirir estes agora mais caros insumos, e simultaneamente para ajudá-las em seus projetos de investimento, Dilma libera o BNDES para lhes emprestar dinheiro público a rodo, tudo a juros subsidiados.  E como o BNDES não tem todo esse dinheiro, ela acaba por deferir ao STN para arrecadar mais dinheiro emitindo títulos da dívida, fazendo com que a dívida bruta do país chegasse a R$ 2,823 trilhões em dezembro de 2012.

Por conta desses “mínimos” fatores econômicos, a Petrobrás acabou produzindo cada vez mais para ajudar em dívidas, e produzindo cada vez menos para lucrar.

Enxergamos através desse resumo da história econômica brasileira que não podemos dar ao Estado um poder que, naturalmente, não é ele que pode conceber e controlar. É impossível controlar a economia.

Nota:
– Em determinados anos/meses, houve pequenos crescimentos econômicos, mas nenhum deles por medidas excepcionalmente tomadas por algum governante. No mais, cada crescimento foi gerado de forma espontânea por fatores do poder de compra de cada indivíduo em que determinado mês/ano, obteve por sua vez altas nas produções e meios de produção. Quando as compras começam a acontecer de forma categórica, as produções aumentam e consequentemente rodando a economia. Quando o dinheiro fica parado e sem utilização, é formidável chegar à conclusão de que a economia estará voltada para a estagnação.

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