QUEM TEM MEDO DO ESCOLA SEM PARTIDO?

Certa vez ouvi a seguinte frase: 

“A miséria não acaba porque dá lucro.”

A frase é atribuída a Arnaldo Jabor, e embora desconheça sua intenção sou obrigado a concordar com ela quando me deparo com a defesa veemente de alguns postulados da miséria. O último da vez foi a insurgência de Leandro Karnal ao projeto Escola Sem Partido, de autoria do Deputado Estadual do Rio Grande do Sul, Marcel Van Hattem.

Para quem não conhece Leandro Karnal, trata-se de um “cosplay de Foucault”, um professor de história da Unicamp com doutorado pela USP que milita pelo lado esquerdo da força na forma de “isentão” com pose blasé; e que foi entrevistado pelo Roda Viva nessa segunda-feira onde aproveitou dos holofotes para destilar todo seu ódio à “direita fascista” e ao projeto Escola Sem Partido.

Em linhas gerais o propósito do projeto é combater a famigerada e conhecida doutrinação marxista nas escolas, estabelecendo limites para abordagens políticas em sala de aula pela parte do professor de modo que este deverá abordar assuntos complexos sempre de maneira imparcial e com a mesma dedicação de tempo para todas as vertentes, independente de sua linha de pensamento. Na prática o professor deverá apenas explanar o assunto sem influenciar ou tendenciar a adesão dos alunos a esta ou aquela ideologia.

O Art 3 do projeto é muito claro:

No exercício de suas funções, o professor:
I – não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias;
II – não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas;
III – não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;
IV – ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito;
V – respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;
VI – não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.

Percebemos que não há nada de absurdo aqui. As restrições impostas ao professor partem do princípio de que este exerce influência e poder de autoridade intelectual sobre o educando, de modo que suas posições presumir-se-ão mais confiáveis e verdadeiras, o que é aparentemente verdade… uma presunção lógica. Ocorre que partindo desse sentimento de autoridade muitos professores tiram proveito da inexperiência e fragilidade dos alunos para lhes impor doutrinas e convicções que vão de encontro às suas, não como forma de provocar um debate de modo democrático, mas de maneira tirânica, silenciando os divergentes e não raro, usando de seu poder de influência sobre os demais (tão impotentes quanto) para constranger outros que pensam diferente; às vezes ridicularizando, às vezes fazendo piadinhas, às vezes aproveitando do expediente em sala para tecer um juízo de valor desabonador à personalidades que representam esta ou aquela vertente, e até mesmo para mal dizer de religiões alheias, atentando contra a fé sincera de muitos que, acuados, vêm suas convicções serem aviltadas não podendo sequer se insurgir, seja por medo ou receio de perseguições que vão desde a isolamento em sala, a “listinhas” (mini abaixo assinado) para que a diretoria tome alguma providência para com o aluno “transgressor” que se insurgiu contra o despotismo acadêmico… e sim isso acontece!

Não é por acaso que aqueles que falam contra o Escola Sem Partido sejam emissários de uma ideologia totalitária, cujo símbolo da foice e do martelo antes de representar a classe operária, mais parecem  representar a pregação a ser aceita (martelo) e a morte daqueles que não a aceitarem (foice).
Noutro ponto, o projeto exigirá mais dos educadores, de modo que será necessário uma reciclagem, um aperfeiçoamento, uma atualização e claro, uma postura mais tolerante, de mestre, não de doutrinador.

Há, é verdade, outras implicações e fatos que evidenciam uma politização do ensino para além do conteúdo. Quem não se lembra da professora que levou alunos para pichar a cidade contra o governo Temer?
Professora e alunos detidos por pichação em apoio a Dilma
Ou ainda do professor incitando o pensamento revolucionário em sala
Professor doutrinador chama trabalhador de otário e incita revolução
E o mais recente flagrante, uma professora fazendo a cabeça dos alunos contra Bolsonaro, com base em todas as mentiras já amplamente difundidas

Doutrinadora mente para alunos a fim de denegrir a imagem de Bolsonaro

Portanto vou responder a pergunta: quem tem medo do Escola Sem Partido?
Simples… os preguiçosos, medíocres, intolerantes cuja realização do mundo ideal só é possível com a morte da diversidade e da pluralidade de ideias. Os totalitários, déspotas do conhecimento que não suportam o confronto e ostentam aquela pose blasé de alienados convictos… os cafetões de militância, os aliciadores de satã, corruptores, pedófilos do intelecto, estupradores da razão que com seus títulos conferidos por uma academia falida responsável pelos piores índices de educação, oprimem alunos pelo simples pecado de pensarem diferente e melhor… Aqueles que estão acomodados com seu poder, intelecto e falta de pudor; defensores do status core que desejam a manutenção da infâmia a fim de garantir seus lugares cativos, porque não importa se no paraíso ou no inferno: trono é trono, e Leandro Karnal e tutti-quanti, ao falarem contra o Escola Sem Partido, advogam em causa própria pela manutenção da miséria e dos miseráveis, porque ela é seu lucro, afinal, aonde estariam eles se não fosse a sistemática doutrinação marxista? Como seriam aclamados como intelectuais se todos soubessem que o que defendem e propagam é pura infâmia e insensatez? Como conseguiriam manter sua qualidade de vida, seu status perante a academia? Quem seria capaz de, por amor ao conhecimento, lhes puxar o saco? ninguém… Apenas aqueles que lucram com uma hegemonia de pensamento marxista que afeta todos os setores é que temem um programa que altere esse paradigma.

Pondé explica em 2 vídeos:
Por que os professores são de esquerda
Desafio de Pondé aos opositores

Sim, a miséria, seja intelectual, espiritual ou social econômica, não acaba porque dá lucro.

Link para o projeto Escola Sem Partido
Projeto Escola Sem Partido

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