Por que a Construção Social é uma farsa?

Nós sabemos que hoje em dia o argumento da esquerda para predominar suas atitudes revolucionárias em conjunto de justificações, está cercado do silogismo da dita “Construção Social”. Na altercação prática, para a esquerda, este argumento serve na verdade como um pré-silogismo como fundamento de que tal conceito já está brevemente aceito na discussão, como também ele se aplica indefinidamente como objeto de efeito. Não obstante, o que a esquerda entende como construção social, simplesmente não tem nada a ver com aquilo que está definitivamente em jogo, além de ter como participação contrária e não pormenorizado daquilo que realmente destacam.

Quando nos olhamos para a história cultural, social, econômica e das classes mais restritas, a única evidência de que os historiadores conseguem destacar é o movimento real da sociedade que se contrapõe ao movimento real da civilização. Isso quer dizer de que a racionalidade da evolução social é contrária à racionalidade da evolução humana por excelência. Exemplo bem prático: Ao analisar a evolução dos povos Europeus do século 16, vemos uma recaída nos povos do Oriente Próximo em agricultura, logo são fenômenos completamente antagônicos. E, dentro dessas sociedades, não existem somente os acontecimentos dissimilares da “causa e efeito”. Claro que há, mas existe uma multidão de fatos que não podem ser reduzidos a uma mera questão temporal histórica, cuja da mesma forma ser incapaz de compreender tais fenômenos de maneira que restringe todos os meios.

Por conta deste fator, não podemos desqualificar o termo “construção social” por completo quando, da mesma maneira, não podemos coloca-lo como “causa, meio e efeito” de uma sociedade. Portanto, isso não quer dizer de que não existem construções sociais, mas, elas são tão ínfimas nas sociedades correspondentes de que as comparando com outras sociedades vemos que ela é praticamente inexistente.

1- O primeiro problema é que a esquerda acredita que tudo seja uma construção social, gerando incoerência nas bases que elas mesmas anunciam como verdades absolutas. A mais propícia a ser catalogada aqui é a que está a seguir: Quando a esquerda utiliza como argumento a construção social, eles automaticamente estão indo contra o próprio conceito de construção social. A “argumentação” vem de uma espécie de construção mental, logo ela é incompatível com a construção social. Ademais, nestes conceitos propriamente ditos, a sociedade lhe impõe uma forma de pensar/agir/ser, mas: Por que a mesma sociedade tem lados opostos? (na concepção construtivista, a sociedade é uma entidade homogênea praticante de sua própria uniformidade que não entra em contradições nela mesma. Porém, aqui, vemos sua contradição).

2- Acontece que a dita construção social invalida a possibilidade de objetividade do indivíduo, realçando as qualidades subjetivas da existência humana. Afinal, qual indivíduo pode catalogar suas idéias objetivamente, sendo que a subjetividade da sociedade lhe impõe outra objetividade? Acontece que quando falamos de aspectos ontológicos, filosóficos e biológicos do ser humano, a mente (capaz de catalogar a moral através da razão) não é um mero capricho de construção social: Ela é intrinsicamente parte da essência humana. A respeito disso, nós vemos que com este modo de pensar construtivista, enxergamos que a única ação, entretanto, é a própria separação da razão, e prática de louvores à instintividade. E isso nos leva ao Brasil e o mundo de hoje cujos muitos indivíduos agem sem pontos de vistas intelectuais, sobrando o primeiro impulso que vier. Formando uma geração de jovens: Violentos, impulsivos e analfabetos.

3- A esquerda quer nos dizer que as relações humanas universais, estas que estão arraigadas nas próprias estruturas ontológicas do ser humano, seriam explicadas por meras “convenções culturais”. Porém, isso também significa que o contato com o indivíduo por excelência e na sua própria estrutura profunda, fica completamente bloqueado e passa a viver num mundo de autoafirmação histérica: Fortalecendo a repressão da consciência moral. Portanto, é evidente que sentimentos são inerentes a qualquer atividade humana universal, e é provado que não existe essa de “construção social” para tudo. Se você tem um instinto que determina seu comportamento, você já está sendo contraditório com o próprio conceito de instinto que é em essência variável. Esse modelo “construtivista” é reducionista quanto à antropologia. Corpo e mente, ainda que sejam coisas diferentes, são indivisíveis e indissociáveis, ainda mais quando o indivíduo está dentro de uma sociedade agindo no bem comum.

4- O nascimento desta análise social se dá em métodos marxistas, porém eles nunca funcionaram. Primeiramente porque se utiliza uma forma de ”desproblematizar” conteúdos fundamentalmente problemáticos. Exemplo: O peso das medidas culturais se dá em problema dela própria e problemas filosóficos. Segundo, a idéia de Karl Marx, que toda sociedade tem uma estrutura econômica que se define pelo modo de produção e estrutura de propriedade, e em cima deste esquema temos uma “Super Estrutura” (leis, cultura, língua, filosofia, literatura), através de uma Infraestrutura. Contudo, isso nunca foi desenvolvido através de economia. Exemplo: A filosofia de Platão. Como que pode alguém achar que está certo perante bases analíticas simplesmente fantasiosas?

Além disso, ao falar que a construção social é uma forma de analisar a sociedade, já entra em mais uma contradição porque ela não diz respeito em análises dialéticas (o movimento da sociedade e da humanidade são muito diferentes e se contradizem entre si), quando na verdade tentam imputar na sociedade uma forma de análise progressista linear.

5- A construção social eleva os pensamentos voluntaristas e utilitaristas de agentes revolucionários. Como já enunciado acima, os sentimentos sendo inerentes à capacidade humana real, nos mostra de que a vontade e o pensamento utilitário, não podem ser regentes de uma sociedade. Os cotistas, por exemplo, enunciam que o racismo é uma construção social, mas acontece que o racismo não é uma forma lógica, racional ou – em termos mais populares – inteligente de se pensar e agir. Portanto, ele partindo do mero instinto de repugnância – muitas vezes apropriados de movimentos sociais – ele não é uma construção social: Ele é efeito de uma característica de um meio militante (movimento negro, por exemplo).

Vemos, portanto que a esquerda entende que a Construção Social vem por partes racionais da sociedade, quando na verdade, é exatamente o contrário. Por conta desses cinco fatores, vemos que as “argumentações” da construção social vão contra os princípios essenciais humanos: Ser, Indivíduo, Razão. Enquanto isso realça no indivíduo complexidades histéricas, fortalecendo a repressão moral e alavancando a instintividade, nos mostra também que a construção social simplesmente não existe em termos históricos, porque nenhuma sociedade humana civilizada foi característica de seu próprio voluntarismo.

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