ABORTO. O direito ao corpo

O corpo humano é a carruagem, eu, o homem que a conduz, os pensamentos as rédeas, os sentimentos são os cavalos” Platão
A afirmação de Platão parece controversa, não há como definir que os sentimentos sejam a locomotiva que nos impele fazer algo, mas nem tanto a negação quanto a afirmação podem dar a última palavra aqui, mas parece inegável que os sentimentos tenham poder sobre nós e sejam os principais agentes de ação. É da interioridade que nasce a necessidade, a vontade; é o ímpeto sentimental que nos desnuda de nossas máscaras e revela as verdadeiras intenções ocultadas pela máscara da ideologia, da religião, da política, que seja…

Admitindo tudo isso, e admitindo que Platão estivesse correto, qual o sentimento que leva o abortista a defender a infâmia?
É inegável que os experimentos do Séc. XX denunciaram o completo desprezo que socialistas nutrem pela vida humana.

Um dos argumentos mais vociferados pela escória abortista é o argumento da autonomia feminina sobre seu próprio corpo.
Não é preciso divagar demais para refutar uma argumento tão pueril.
É notório que o embrião/feto, ocupa um espaço no corpo da mulher dada a natureza da coisa. Essa condição natural é inegociável e faz parte do processo de desenvolvimento biológico da vida humana. Há quem alegue, não sem antes cursar o doutorado em cinismo e pós doutorado em doutrina non sense, que o aborto não é a morte do feto, mas a sua extração do corpo da mulher, o que não significa querer matá-lo, apenas tirá-lo de lá, como exercício do direito ao corpo. Alega-se com isso que o aborto não é uma forma de matar outro ser, mas de exercer um direito próprio da mulher, e que as consequências dessa extração para o feto não são resultado de uma prática maligna, mas de sua própria insuficiência e incapacidade em manter-se vivo por si mesmo. Em outras palavras, a mulher tem o direito de tirar o feto, ainda vivo, no entanto, se ele morrer, isso se deve à sua incapacidade em não conseguir manter-se sem suporte e não à atitude da mulher ou do médico.
Ora, que sandice! É como se pudesse pleitear a lógica do assassino cínico, aquele que diz “eu só atirei, quem matou foi Deus!”, ou ainda dizer “posso muito bem sufocar meu semelhante sem ter a intenção de matá-lo, a culpa não é minha se ele não sobrevive sem ar, já que não foi minha atitude que resultou sua morte, mas sim a insuficiência do organismo dele”. Patético!
Ademais não é demasiado forçoso compreendermos que o gozo da autonomia sobre o próprio corpo não dá razão a que se avilte corpo alheio. É claro que somos livres para agir conforme nossas vontades os inúmeros homicídios de nossa nação dão conta disso, o que não se pode é esquivar-se das sanções impostas àqueles que agem deliberadamente contra terceiros e é nesta posição que o feto se encontra.

Conclui-se que não, o feto não é o corpo da mulher, é sim um organismo próprio. Tratá-lo como “invasor”, “parasita” ou qualquer outra coisa, é negar todo processo biológico observável que leva a gravidez, e se os amantes da ciência desejam justificar o aborto, precisam primeiro nos convencer que a concepção se dá por vontade alheia, mal do destino ou azar, e não por fato deliberado, assunção de risco ou coisa que o valha.
E antes de reivindicar o direito ao corpo como justificativa para o assassinato, por quê não lembrar que esse mesmo direito lhe assiste quando da decisão ou não de arriscar-se numa trepada inconsequente?

É claro que a esquerda não quer que a mulher se valorize, que as pessoas tenham responsabilidade etc., a vulgarização, a banalização do corpo, do sexo, a bestialidade desenfreada deve ser incentivada porque há mais coisas em jogo do que a liberdade.

Que a esquerda não tem qualquer consideração pela vida humana nós já sabemos, e se a assertiva de Platão está correta ou não é outra discussão, mas cabe lembrar que Eric Hosbawn certa vez disse que se todas as mortes causadas pelos regimes comunistas tivessem resultado na glória desse regime, elas teriam sido justificadas. E é com essa perspectiva, com esse sentimento de glória redentora que os defensores do aborto apregoam tal infâmia. Vale tudo para que se conquiste o mundo perfeito.
São os sentimentos mais pérfidos, as demandas mais assassinas e podres que motivam a militância abortista. Se sou eu o sol de meu próprio corpo, ajo da maneira que me aprouver, sem responsabilidades, dever ou obrigações para com os outros. É o sentimento de egoísmo, de crença na autonomia plena que conduz ao egoísmo. É o amor, o bom e velho amor pela humanidade acompanhado de completo desprezo para com o próximo.
Psicopatas e assassinos!

No demais, o apelo científico, por vezes distante dos efeitos reais que tais ideias encerram, é que produz esse tipo de argumento estapafúrdio. Me oponho veementemente. E para aqueles que ainda duvidam do caráter infame de tal postulado, recomendo o vídeo que segue:

 

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