Maduro fecha fronteiras e aprisiona brasileiros.

Engolfado em uma crise financeira, política e institucional, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, coloca a culpa em inimigos externos para justificar o fracasso do chavismo. A última ação coordenada por Maduro para desviar a atenção para os problemas de seus país foi fechar a fronteira com o Brasil. Neste sábado, o venezuelano anunciou que a fronteira está lacrada até o dia 2 de janeiro – prazo ainda prorrogável!

Maduro diz que a medida é necessária para combater a ação de “máfias” que estariam enviando para fora do país milhões de bolívares em espécie, como forma de “desestabilizar” o seu governo.

A medida absurda impactou diretamente milhares de brasileiros que vivem na Venezuela. Até a tarde deste domingo, uma centena de pessoas recorreram ao vice-consulado do Brasil, na cidade de Santa Elena de Uiarén, em busca de ajuda.

A cidade faz fronteira com a brasileira Pacaraima (RR) e a população das duas localidades vivem de foram integrada transitando livremente de um lado para o outro dos postos de controle, como se ambas formassem apenas um aglomerado urbano no extremo norte da Região Amazônica.

O Itamaraty afirma que o Consulado do Brasil em Caracas tenta um acordo para assegurar que os desejem deixar a Venezuela possam atravessar a fronteira.

Autoridades de Roraima ouvidas pela reportagem temem que a situação se agrave. Dezenas de ônibus de turismo deixaram o Brasil em direção ao país vizinho todas as semanas. A reportagem apurou que centenas de brasileiros podem ter problemas para voltar para suas casas caso a medida não seja revertida.

Não foi só. Maduro também fechou a fronteira com a Colômbia. Esta é a segunda fez neste ano que o mandatário toma essa decisão. No início do ano, a medida levou a Venezuela à beira do caos pois, com falta de alimentos e insumos básicos, os venezuelanos recorriam diariamente à Colômbia para comprar comida. Somados, os períodos de interdição chegam a um ano de duração.

Nos últimos meses, mais de 30 000 venezuelanos atravessaram por terra a fronteira seca com o Brasil. Depois de Pacaraima, milhares deles seguiram em direção à capital de Roraima, Boa Vista, onde passaram a mendigar nas ruas.

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