6 razões por que tantas mulheres questionam o movimento feminista

*um excelente texto do site spotniks.com

Confesso que escrever um texto sobre feminismo e os porquês de não me identificar com o movimento soa um pouco estranho para mim. Logo eu, que fui trabalhar aos 15 anos fazendo bicos, entrei cedo na faculdade, arrumei um trabalho no primeiro ano e estou há quase 14 anos no mercado financeiro, sendo que em boa parte deles trabalhei em bancos e corretoras, ambientes majoritariamente masculinos. Eu sempre achei que feminismo fosse sobre ir atrás dos seus sonhos, querer os mesmos direitos e deveres que os homens, provar por competência que não somos menos capacitadas que ninguém e podemos desempenhar as mais variadas funções. Sexo frágil? My ass!!

Só que eu estava enganada. Muito enganada.

O movimento feminista teve início com as sufragistas no final do século XIX e ganhou mais relevância no começo do século XX, na Inglaterra. Na época, era notório que elas trabalhavam mais e ganhavam menos, não podiam votar e estavam constantemente sujeitas a abusos sexuais. Enxergando essas disparidades, as mulheres inglesas começaram a fazer protestos em várias cidades, especialmente na capital. O foco principal se tornou o direito ao voto, mas o movimento acabou sendo muito mais do que isso.

No Brasil, boa parte das reivindicações pelo direito ao voto feminino partiu de homens. Sim! Em 1891, quando o Congresso Nacional começou a discutir o assunto, o constituinte Almeida Nogueira pediu que fossem revistas as condições de voto, considerando que a constituição não proibia distintamente o voto feminino. No ano seguinte, 31 constituintes assinaram a emenda de Saldanha Marinho, que estendia a todas as brasileiras o direito de votar. Dois homens que viriam a ser Presidentes da República foram a favor disso: Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca. Nomes importantes como Rui Barbosa, Barão do Rio Branco e Godofredo Lamounier também apoiaram o movimento. Mesmo com esse esforço inicial, foram pouco mais de três décadas desde o início das discussões para que o Brasil finalmente cedesse às mulheres o direito ao voto, em 1932.

Esse espírito das sufragistas me representa. Direitos e deveres iguais, sem vitimismo, em busca de uma sociedade que escute seus cidadãos, sejam eles quem forem, dando às mulheres o status de ser humano do qual nunca deveriam ter sido privadas. Se vocês resolverem checar meus textos antigos, verão que me considerava uma feminista. Já tomei muitos tombos, aprendi bastante com os erros e, acreditem, a convivência diária no meio masculino me tornou mais forte, menos fresca e, claro, até menos sensível. Para mim, ser feminista era simplesmente isso: ser mulher, segura, madura, não ter medo de nenhum desafio e não levar desaforo para casa, sem enxergar os homens como inimigos. E por que me desiludi tanto com o movimento?

1. Não é um movimento sobre igualdade.

Tenho certeza que boa parte das mulheres que leram esse primeiro item pensaram: “essa não sabe nada do que fala, pois o contrário de machismo não é feminismo e, sim, femismo”. Eu sei, cara colega, mas você já viu declarações de grupos feministas ultimamente? Então talvez tenha reparado que, cada vez mais, prega-se um ódio irracional contra os homens – todos eles –, culpando-os por seus fracassos, problemas e frustrações. O que seria o feminismo de verdade, no meu entendimento? Lutar por direitos e DEVERES iguais, onde somos colocadas em pé de igualdade na execução de tarefas, mas também lembrando que há diferenças naturais entre homens e mulheres e que não há problema algum nisso. Não adianta lutar por igualdade de salários, por exemplo, sem entender que para isso é preciso ter a mesma produtividade. Estou dizendo que mulheres são menos capazes, então? NÃO! É claro que não. Mas concordam que, se mulheres sempre ganhassem menos que homens, então as empresas só contratariam mulheres? Concordam que muitas mulheres optam por carreiras que são, por natureza, menos rentáveis?

Além disso, muitas acham normal colocar as mulheres na vida política, que sabemos ser um setor com baixa participação feminina, através de cotas. Cotas? Por acaso isso significa haver mais igualdade ou simplesmente, a partir disso, os partidos terão que achar qualquer mulher que se interesse, mas não realmente quem tenha vocação e disposição para a política? Houve ainda o caso de uma vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchiona, que conseguiu aprovar cota de 20% para mulheres em vagas no Uber. Onde é que isso representa igualdade? Se a empresa não achar mulheres suficientes para preencher as vagas – que estão lá para serem preenchidas por quem for capacitado, independentemente de ser homem ou mulher – terão que DEMITIR homens e se encaixar na determinação. Não é fantástico? Um movimento que luta por igualdade e causa desemprego. Nunca vou entender isso.

2. Meu corpo, minhas regras. Seu corpo… minhas regras.

Como liberal que sou – movimento onde a pauta feminista esteve sempre em voga, já que acreditamos na liberdade de expressão do indivíduo seja ele quem for -, vale a máxima de que cada um deve fazer o que quiser, desde que não atrapalhe ou interfira na liberdade do outro. O que quero dizer com isso? Não me importo que alguém pratique sua religião, por exemplo, mas não quero que tentem me catequizar. Simples. O movimento feminista resolveu tomar o monopólio das virtudes das mulheres e decidir o que é melhor para a vida de cada uma delas ao redor do mundo. Se você sair dessa cartilha, ah, minha cara, você é machista e oprimida pelo patriarcado sem saber.

Vejamos: uma mulher que queira ser mãe e abdica de sua profissão. O que você acha disso? Novamente, como liberal, eu não tenho que achar nada. A vida não é minha, certo? Para as feministas, no entanto, isso está errado. Ser mãe, abdicar da carreira, cuidar dos filhos e até mesmo ter um certo gosto por roupas mais recatadas é tido como algo abominável. Ora, se o lugar da mulher é ONDE ELA QUISER, ela não poderia ESCOLHER o que quiser? Ou só vale quando for algo que o movimento julgue como certo? Mulheres que decidem expor seus corpos em revistas masculinas, por exemplo, são abominadas. Dizem que isso objetifica a mulher. Alguém as obrigou a fazer isso? Não que eu saiba. Entretanto, quando alguma mulher que elas dizem quebrar o padrão de beleza imposto pela sociedade faz exatamente a mesma coisa – posa nua para revistas masculinas –, aí se torna “empoderamento” feminino. Um peso e duas medidas? No movimento feminista, quase sempre você verá isso.

Outra coisa que me incomoda muito é o desejo quase orgástico de querer quebrar o tal padrão de beleza, impondo aos outros aquilo que você acha que é bonito. Quantas e quantas vezes somos bombardeados com fotos de mulheres com pelos embaixo do braço, dizendo que isso é um protesto contra o machismo, contra o padrão de beleza e, de novo, empoderamento da mulher?? Ou seja, você não pode nem ter uma OPINIÃO sobre aquilo, não pode achar feio, como você poderia achar feio qualquer tipo de roupa, cabelo ou atitude. Não. A opinião não nos pertence mais, de acordo com este movimento. E se você achar feio, ora, você só pode ser machista.

3. O ódio contra os homens.

Você, mulher que está lendo esse artigo. Você deve ter, no mínimo, um desses homens à sua volta: pai, irmão, sobrinho, filho, avô, namorado ou marido. Como você se sentiria se alguém lhe dissesse que todos eles são potenciais estupradores? Pois é. Dá náuseas, não dá? Pois o movimento feminista quer que você acredite que todo homem pode estuprar uma mulher a qualquer hora, basta ter hora certa e lugar certo, basta ter uma oportunidade. Seriam as mulheres, então, providas de uma bondade divina que não faz parte da natureza masculina? Ou será que tem gente má e gente boa em qualquer lugar, qualquer ambiente, qualquer meio social, de qualquer sexo e de qualquer orientação sexual? Atacar todos os homens como uma unidade do mal, pronta a dar o bote a qualquer momento é simplesmente fomentar o ódio a pessoas que fazem, queiram elas ou não, parte da nossa vida.

É preciso lutar diariamente contra abusos e estupros, que infelizmente ainda são um grande problema aqui e no mundo todo, sem dúvida! Estou nessa luta. Mas culpar TODOS os homens por isso, ainda afirmando que há uma cultura do estupro? Por acaso alguém à sua volta acha isso normal? Algum amigo seu já te contou, num papo informal, que estuprou uma mulher e todo mundo achou isso ok? Ou conhece alguém que acha natural uma mulher ser agredida? Provavelmente não. E se conhece, ele não é representante da maioria, por mais que muitas mulheres queiram encaixar isso em suas narrativas. E aí vêm os falsos relatos de abusos, tudo para tentar fazer parecer que homens são a pior coisa do mundo. Onde é que isso ajuda, de verdade, a luta das mulheres contra assédios, abusos e estupros? Já presenciei casos em que homens foram expostos como assediadores ou até estupradores e isso não era verdade. Quem repara o dano feito a ele e sua família?

4. A histeria coletiva.

Quase toda semana somos surpreendidos (embora isso já não seja mais surpresa) por notícias de empresas que são achincalhadas por grupos de feministas. O caso mais recente aconteceu com uma barbearia. Uma mulher resolveu cortar o cabelo lá e, ao ser informada de que só atendiam homens, deu o maior chilique, dizendo que era feminista e aquilo era um absurdo, ser discriminada em pleno século XXI. Como feminista é mais corajosa pelas redes sociais, juntou as amigas na página da barbearia no Facebook para denegrir a imagem da empresa. O detalhe? Ela não foi maltratada, o estabelecimento pertence a uma mulher (empoderamento para mim é empreender nesse Brasil de loucos) e o estabelecimento é ESPECIALIZADO em serviços para homens. Qual é o problema, gente? Tantos lugares são especializados em serviços para mulheres e ninguém reclama! Onde está o sentido da vida dessa menina em tentar denegrir a imagem da barbearia? Em vez de focarem nos problemas de verdade, preferem achar machismo em tudo e sair por aí vociferando palavras de ordem.

5. A recusa ao direito de defesa e punição severa.

Mulheres deveriam, antes de mais nada, ter o direito de se defender. Entretanto, o movimento feminista, que geralmente se posiciona à esquerda, é contra o armamento da população, incluindo as mulheres. Tenho spray de pimenta na bolsa, fiz artes marciais durante boa parte da minha vida, aprendi a atirar, ainda com 15 anos, com meu avô e garanto a vocês que estranho algum entrará na minha casa sem consequências. Por incrível que pareça, feministas veem problemas nesse meu perfil, acham até mesmo que se trata de discurso de ódio. Onde está a lógica?

Em relação à punição, tentam a todo custo criminalizar até cantadas banais na rua, como se um assobio fosse assédio (embora seja um ato de extremo mau gosto). Mas na hora de punir estupradores, não querem nada que soe “extremista”, como a redução da maioridade penal, por exemplo. E quantos homens menores de idade praticam este ato terrível contra mulheres??? Seriam eles oprimidos pela sociedade, incapazes de entender o que estavam fazendo? O mais engraçado é pensar que movimentos feministas julgam que crianças possam começar a fazer tratamento de mudança de sexo, mas não podem ser responsabilizados por atos hediondos como um estupro ou assassinato.

Novamente, a lógica foi passear e não voltou.

6. O esquecimento das verdadeiras oprimidas.

Como vocês sabem, milhares e milhares de mulheres sofrem nas mãos de homens e de uma sociedade injusta e desigual no mundo árabe. São crianças, adolescentes, mulheres, mães, irmãs, avós, tias e sobrinhas que sofrem DE VERDADE. São coisas tão absurdas que, como mulher – aliás, como ser humano -, me embrulham o estômago só de pensar. Mulheres são açoitadas, apedrejadas, sofrem estupros coletivos, são obrigadas a casar com seus estupradores, as casadas que sofrem estupros são presas e até condenadas à morte, crianças sofrem mutilação genital, são obrigadas a casar com homens bem mais velhos, algumas morrem na “noite de núpcias”, quando, na verdade, são estupradas, são deformadas com ácido, mortas pelos próprios parentes para defender a honra, entre várias e várias barbaridades que, só de escrever para esse artigo, me dá vontade de gritar. Onde estão as feministas para lutar pelo direito dessas mulheres? Tente falar sobre isso e será chamado de islamofóbico. Em nome do multiculturalismo, as mulheres que se dizem defensoras dos direitos femininos simplesmente ignoram a realidade do outro lado do mundo, algumas até mesmo defendendo que não podemos interferir na cultura alheia. Então, me explique, como é que fazer protestos com os seios à mostra, pelos embaixo do braço, encenações artísticas com introdução dos mais variados objetos em seus corpos, ajuda ALGUMA mulher a qualquer coisa? Ou será que eu estou maluca e isso realmente tem algum sentido?

Um caso bem recente que mostra a hipocrisia desses movimentos aconteceu na Marcha das Mulheres, que tomou conta dos EUA na semana passada. Uma das fundadoras do movimento, colocada no site oficial da Marcha como “co-chair”, é Linda Sarsour, muçulmana nascida no Brooklyn, NY, e defensora da Sharia, a Lei Islâmica. Podem conferir seus tweets e verão que, para ela, o direito das mulheres é secundário quando se tem outros direitos garantidos pelo Estado. Em um deles, ela diz que ninguém deveria ligar para o direito de dirigir. Na Arábia Saudita, há licença-maternidade paga por dez meses! Isso é muito mais importante. Ela diz também que “você saberá quanto estiver sob a Sharia quando os juros de seu cartão de crédito e empréstimos tiverem sumido”. Ou seja, o problema do mundo é o capitalismo, mas não uma lei radical islâmica que subjuga as mulheres e comete os atos mais bárbaros contra elas.

Tente protestar na Arábia Saudita. Tente. Só não garanto que você voltará para contar a história.

Conclusão

Não me descrever mais como feminista não muda meu ponto de vista em relação à luta pelos direitos e deveres das mulheres, pelo nosso espaço na sociedade, para mostrar que mulheres podem ser absolutamente tudo o que quiserem. Machismo existe sim! Mas a luta contra ele não pode ser pautada pelo ódio aos homens, à família, às escolhas individuais de cada uma. Hoje, depois de muita reflexão sobre o assunto, me intitulo apenas uma mulher liberal, que pode incentivar outras mulheres a enfrentar qualquer desafio que tiverem, sem medo e sem abaixar a cabeça. Eu não preciso do feminismo, mas o feminismo precisa de mim para, quem sabe um dia, lutar pelo direito das mulheres no mundo todo, sem restrição e sem fanatismos típicos de gente frustrada e sem amor.

7 thoughts on “6 razões por que tantas mulheres questionam o movimento feminista

  1. Gilberto Paulo

    É refrescante poder ver uma mulher expressar a mesma opinião que eu sobre o feminismo de hoje em dia e ajuda a recuperar um pouco a minha esperança nesse movimento. Por conta de uma situação ridícula que sucedeu no Brasil, escrevi no face um texto que ninguém leu e que falo exatamente as mesmas coisas, embora ache que ficou mais para desabafo do que artigo de opinião.
    No entanto queria apenas referir uma coisa:

    Quando comecei a ouvir essa historia da cultura do estupro também achei ridículo e exagerado. Mas conversando com algumas mulheres com dois dedos de testa percebi algumas razões. No meio daquilo que se aponta como cultura do estupro aparece muita coisa que me parece exagerada porque sempre tem as tais que extrapolam. Mas existem situações que entendo. Um grupo masculino composto por qualquer tipo de homens e de qualquer faixa etária, quer as mulheres gostem ou não que se fale nisso, organiza-se sempre como uma alcatéia. Sempre tem o macho Alfa, sempre tem o macho Ômega. Não adianta, os homens fazem isso mesmo que não se apercebam. Qualquer um dos outros elementos pode gostar ou não do macho Alfa, hoje em dia nem todos os homens se sentem diminuidos por não o serem, mas sempre existe uma certa admiração que pode fazer dele um exemplo a seguir. Se esse indivíduo for daqueles cujos comentários para as mulheres forem do tipo – arregaçava-te toda, nem te deixava sair do quarto, deixava-te com um andar novo, fazia-te isto, fazia-te aquilo…- esse tipo de comentário alimenta a imaginação visual dos outros homens, PODERÁ servir de exemplo A ALGUNS e reforçar na sua mente que fazer aqueles atos os aproxima de serem um macho alfa. E nenhum deles pensa nisso de forma consciente. Mas não é isso que faz de um homem mentalmente saudável e com principios morais corretos um estuprador. Os que forem levados a isso por comentários desses já seriam capazes de o fazer mesmo que não fossem incentivados por isso. Olhar para este tipo de situação me parece fazer mais sentido o que as feministas dizem, mas não me consegue convencer que isso faça de um homem normal um estuprador. Nunca fui um macho alfa, não me importaria de o ser, não preciso disso para ser feliz, e isso nunca me impediu de discordar de um quando o considero errado, e não é porque ele é Alfa que realmente me sinto na necessidade de o imitar, principalmente quando repudio alguma atitude ou opinião sua. Na verdade acho que hoje em dia, pelo menos depois de ultrapassar a adolescência, embora os grupos de amigos homens continuem a organizar-se dessa forma, muitos deles não gostam de se comportar dessa maneira e até criticam aqueles que os façam. Mas o problema é sempre existirem aqueles desequilibrados que são alimentados por essas cantadas impróprias. Acho que existe um fundo de razão naquilo que as feministas falam sobre este assunto, mas mais uma vez perdem-se em exageros e generalizações em vez de procurar a forma certa de sensibilizar a opinião pública.
    Alimentando um pouco o meu ego ferido, deixo aqui o link do texto que escrevi no Facebook porque considero certo o que defendo lá e gostaria de deixar isso complementar o que escrevi aqui.
    Gostei do artigo e vou seguir a autora.

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1183689571686890&id=100001375748381

  2. Gilberto Paulo

    Bom, o link que deixei parece não funcionar, mas entrando neste acede-se ao post que provocou toda a polémica. Até faz mais sentido acompanhar tudo do inicio e ler os comentários, onde se encontra o meu texto que referi.

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1183689571686890&id=100001375748381

  3. Gilberto Paulo

    Comecei a escrever isto como comentário num post respondendo a umas senhoras com opiniões que para mim são meio peculiares, mas como o Facebook queixou-se que não tinha vontade de ler um texto grande nos comentários, decidi publicar o meu próprio post.

    ISTO É APENAS UMA OPINIÃO ACERCA DA POLÉMICA SOBRE A CERVEJA CÔR DE ROSA E TUDO O QUE VEM POR TRÁS DISSO. NÃO SOU DONO DA VERDADE, MAS ISTO CANSA..

    O CONTORCIONISMO MORAL DAS FEMISTAS QUE SE JULGAM FEMINISTAS

    .

    Quando aconteceu o acidente do Chapecoense teve páginas de movimentos femistas reclamando que o pais estava cheio de mimimi porque quase todas ou mesmo todas as vitimas eram homens, que se fosse uma equipe feminina não teria tido uma cobertura tão grande da midia nem tantas reacções da sociedade, internacionais ou não. Algumas das seguidoras dessas página sacanearam até falando que não tinham pena nenhuma e que eram não sei quantos machistas a menos e coisas parecidas. Se fosse ao contrário e um único homem tivesse falado algo do género, queria ver o que teria acontecido.

    Quiseram acabar ai com uma empresa por causa da propaganda de uma cadeira de inox onde uma mulher bonita aparecia em poses “sexuais”. Pra mim parecia que a mulher estava fazendo yoga, numa daquelas posições que homem se iria quebrar todo. Mas pras femistas ela estava numa “posição sexual de submissão ao homem” apesar de só ter a cadeira e a mulher e a foto ser de perfil, não exibindo nada a mais ou a menos. Desde sempre que ouvi dizer que a maldade está na mente de quem olha, mas claro que isso só se aplica aos homens. Claro que nenhuma femista referiu o facto de que a modelo era a PRÓPRIA DONA DA EMPRESA, que como mulher, feminina, e com orgulho de seu corpo aproveitou pra juntar o útil ao agradável e poupar no cachê da modelo ao mesmo tempo que alimentava a sua autoestima.
    Não, é mais correcto falar em exploração do corpo da mulher.

    Já teve mulheres reclamando de video games de guerra passados na II Guerra Mundial porque só tinham personagens masculinos, que isso era misoginia. Claro que não interessa o facto de o jogo retratar um período da História onde ainda nenhuma mulher combatia, sendo portanto historicamente correto.
    Provavelmente as mulheres que fizeram esse tipo de crítica, se assistirem a versão dos Três Mosqueteiros com a Milla Jovovich devem acreditar que naquele tempo existiam galeões voadores pendurados em balões de ar quente. Mas isso não interessa porque a mulher tá botando pra quebrar nesse filme. Não interessa que algo represente uma realidade histórica desde que seja uma que possa ser atacada pelas femistas. Na verdade, qualquer coisa pode ser alvo, pois tudo depende apenas da imaginação femista…

    Uns tempos atrás programas como o do Faustão foram atacados porque a exibição das mulheres do corpo de dança ou lá com é que lhe chamam era misogina e apelava à exploração do corpo feminino.
    Peraaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii…
    Quando se vai verificar, descobre-se que a maioria dessas mulheres têm formação universitária. Não são mulheres necessitadas, de baixos rendimentos, passando dificuldades que as obrigam a submeter-se a tal exploração para poderem sobreviver. Não, são mulheres com opções de escolha que muitas não têm. E FAZEM A ESCOLHA, ELAS estão ali porque querem, porque escolheram estar ali e chegam até a fazer especializações que ajudem ao seu trabalho. E orgulham-se disso e sentem-se poderosas e femininas. Pelo menos tem sido só isso que tem saido cá para fora.
    Mas isso não interessa às femistas, se a câmera dá um zoom num peito ou num traseiro é a prova da exploração do corpo da mulher…

    MAS NO CARNAVAL PODE NÉ??

    No carnaval a mulher, POR ESCOLHA SUA, tambéééémmm, sai no bloco exibindo peito e bunda nus já pra não falar em mais algumas coisas, e se tiver uma câmera perto ainda se aproxima para exibir o corpo em grande plano, tomando a iniciativa de exibir as mesmas partes do corpo que as bailarinas do Faustão exibem, com a diferença que essas conseguem estar bem mais tapadas. Mas ai já não tem problema, é carnaval, é samba, é a demonstração do poder da mulher sensual, poderosa e independente que o demonstra sem vergonha nem pudor mas sim com orgulho. Pois é…

    Engraçado, sempre que estou num convívio social e passa um comercial com um modelo masculino inspirado em Adónis semi-nu exibindo o tanquinho sequinho, dando porrada em outros caras, todas as esposas, amigas e namoradas presentes saiem assobiando e aplaudindo enquanto falam pros respectivos que não podem levar a mal porque estão apenas brincando. Mas na hora que o Adónis dobra a esquina e se depara com quatro mulheres da mesma categoria do cara e com pouca roupa, esperando por ele em poses provocantes…todos sabemos como isso acaba né?
    E também sabemos o que NÃO ACONTECE, uma mulher que seja achar que se está explorando o corpo masculino pra vender perfume ou outra coisa qualquer…

    Agora me expliquem uma coisa:

    Porque não vão atrás das empresas que produzem perfumes de mulher e outros de homem?

    Das que produzem desodorantes para homens e outros para mulheres?

    Das marcas que lembraram de lançar lâminas de barbear côr de rosa e chamaram de máquinas depiladoras para mulher??
    Afinal, pegaram num produto que já existia, deram-lhe outra côr e disseram que tinham lembrado de fazer uma versão feminina…

    Perai, tenho a impressão que houve um grupo de femistas que já comprou essa briga. Acho que tudo isso acabou com um grupo a achar boa idéia usar barba e pêlos por todo lado. E não é que as mulheres continuam se depilando? Mas esses milhões estão todas erradas pois segundo as femistas qualquer mulher que se depile está apenas se vergando aos ideais da sociedade machista em que vivemos.
    Só as mulheres que concordarem com elas é que são pensantes com vontade própria…

    Sou só eu que vejo algum paralelismo aqui??

    A Lei Maria da Penha foi criada para proteger a Mulher da violência e abusos, designadamente e especificamente perpretados por homens.
    Depois de muita polêmica sobre a questão de mulheres que agrediam e violentavam homens contando com a protecção dessa lei, tomou-se a posição politicamente correta de anunciar que a Lei Maria da Penha se destina a proteger da violência, doméstica ou não, tanto homens quanto mulheres.
    Mas o homem acusado continua sendo encaminhado para uma Delegacia da Mulher que funciona apenas com guardas e delegados do sexo feminino. Isso para mim é apenas cosmética. Não estou a ir contra a lei, estou a ir contra a hipocrisia da idéia da Delegacia da Mulher e de que funciona igual pros dois sexos. Pra que é isso afinal? Porque mulher em uma delegacia “normal” fica exposta às atitudes machistas e á indiferença dos agentes e funcionários maculinos?
    Então estão querendo me convencer que o mesmo não acontecerá em uma Delegacia da Mulher?? Estão querendo me convencer que mulher é tão superior ao homem em tudo que nunca iria fazer nada parecido??

    Os brasileiros têm o hábito de se diminuirem como povo quando se comparam com os povos, por exemplo, de países europeus. Em Inglaterra fizeram uma experiência social onde filmaram primeiro mulher apanhando de homem em público e depois fizeram o inverso. Filmaram as reacções das pessoas que passavam. Agora não esqueçam que isso se passa numa sociedade que os próprios brasileiros consideram mais “civilizada” que a sua…

    (espero que o facebook não venha eliminar o vídeo com a história dos direitos autorais)

    https://youtu.be/uv-EI02gdcQ

    Então? Será que vou ver pessoas falando que os homens merecem isso? Que estão apenas pagando o preço do que vieram fazendo? A mulher apanhando é vitima, o homem apanhando ou é otário ou tá apanhando por justa causa. Mas segundo as femistas a nossa sociedade só crucifica a mulher…

    Vamos então ver diretamente a questão dessa pobre cervejinha.
    É verdade que qualquer mulher pode e tem o direito de gostar e beber qualquer cerveja como os homens fazem. Na verdade tem mulher brasileira que dá de 5 a 1 em muitos homens no que toca a beber cerveja e muitas até têm orgulho nisso, mas se um homem brincar falando que antigamente as mulheres cozinhavam como a mãe e hoje em dia bebem como os pais… aiai, pobre diabo machista…
    Mas a questão é:
    Toda a minha vida eu ouvi mulheres de diferentes idades falando que odiavam cerveja, seu gosto amargo, que não conseguiam entender como os homens conseguiam beber algo assim. Que preferiam algo mais doce.
    Não estou generalizando, estou falando que essas mulheres existem, sempre existiram. E muitas terminavam perguntando porque ninguém se dava ao trabalho de inventar mais bebidas que as mulheres gostassem.
    Ouvi algumas falando que era porque quem faz as bebidas são homens.

    Essas mulheres que perguntam porque não tem gente fazendo essas coisas por elas continuam existindo, mas hoje, quando algum infeliz tem a idéia de tentar fazer isso, olhe… O QUE ACONTECE? O que estamos assisitindo, mulheres achando que isso é machismo e coisa do passado.

    MAS SABEM O QUE É ENGRAÇADO?

    É ver essas mulheres sacanearem falando que isso é machismo e que muito poucas mulheres têm esses gostos ou pensam assim, que esta idéia é ofensiva e as que gostarão do produto são UMA MINORIA. Portanto o facto de uma parte da população ser uma minoria, mesmo que sejam alguns milhares, não pode ser agraciado por um produto a pensar especificamente nesse grupo??

    PERAI, ENTÃO OS MOVIMENTOS FEMINISTAS DEIXARAM DE DEFENDER OS DIREITOS DAS MINORIAS??!!

    Porque essa é uma das bandeiras do FEMINISMO.

    E é por isso que uso o termo FEMISTAS e o termo FEMINISTAS.

    As segundas não devem pagar pelo ridículo a que as femistas se expõem.

    Porque quando alguém defende o que as verdadeiras FEMINISTAS defendem, aquelas que sabem o que é feminismo, faz o que elas fazem:

    – não se expõem ao ridículo para não perder credibilidade;

    – não descem do salto porque se respeitam e se dão ao respeito;

    – escolhem com inteligência as causas que merecem que se lute por elas;

    – conseguem efectivamente merecer o respeito da sociedade, porque se não fosse assim não teriam conseguido os avanços que conseguiram e nem os números de homens que hoje em dia apoiam o feminismo.

    Porque quem quer ser ouvido, passar uma mensagem que considera importante e trazer alguém para o seu lado, reconhecer o seu ponto de vista como certo e conseguir o seu apoio, NÃO PASSA O TEMPO A AGREDIR ESSA PESSOA.

    E é isso que as femistas fazem, irritam tanto os homens como as mulheres com dois dedos de testa.
    E isso vê-se nos comentários com as próprias mulheres falando de FEMISTAS E FEMINAZIS.

    As verdadeiras feministas é que ficam a perder, o que significa que AS MULHERES estão a ser prejudicadas por atitudes destas…

    Imaginemos esta cena começando num plano aproximado:

    Um casal sentado numa mesa de boteco em que tanto ele como ela está tomando uma cerveja 6 estrelas enquanto namoram. Ao lado um casal está tomando cerveja também, mas enquanto ele toma uma cervejinha que nem sabe quantas estrelas tem, ela escolhe uma cervejinha côr de rosa e os dois tomam suas cervejas enquanto namoram. Alguém puxa conversa de uma mesa pra outra e de repente dois casais passam a partilhar a mesma mesa, conversando, rindo e se divertindo. A máquina de filmar reduz o zoom e se afasta para pegar os quatro juntos. Vocês estão prestando atenção nas garrafas de cerveja?? Eu estou apenas vendo dois casais curtindo a vida, a companhia uns dos outros e tomando sua cerveja preferida. Cadê as garrafas? Não se vêem, já estão no chão, vazias embaixo da mesa. Mas os quatro convinvas estão pedindo mais cervejas.

    Sabe que palavra vem na minha cabeça? HARMONIA

    SAIAM E VÃO TOMAR UMA CERVEJA PORRAAAAAAA

  4. Mitch Mckenna

    Achei perfeita a definição. Lutar pelo Direito das mulheres é lutar para ter as mesmas responsabilidades e deveres. Um ajudando o outro, como é na família é na sociedade. Sempre questionei o porquê das feministas se meterem com a vida alheia, chamando o casamento dá sociedade cristã de machista e o islâmico de cultura. Parem de se meter com ávida dos outros. Invejosas!
    Mulher empoderada é criar os filhos com honra e ensinando bons princípios.
    O conceito de beleza é diferente para c

  5. oi gente
    gostei muito desse site, parabéns pelo trabalho. 😉

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