Delação da Odebrecht: Maria do Rosário é suspeita de receber dinheiro de caixa 2

A deputada do PT do RS é citada em inquérito autorizado pelo STF. Ela teria recebido R$ 150.000 não declarados da empreiteira durante a campanha de 2010.

foto de quando ela era jovem.

A deputada Maria do Rosário Nunes (PT-RS) é suspeita de ter recebido R$ 150.000 da Odebrecht via caixa 2 durante a corrida eleitoral de 2010, de acordo com inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

O pagamento teria sido feito por meio da área de Operações Estruturadas da empreiteira, que ficou conhecida como “departamento da propina”. O codinome da deputada no sistema “Drousys”, usado para controle dos repasses, seria “Solução”.

Maria do Rosário disse: “Quem não deve, não teme. A medida é uma mera autorização do STF para apuração dos fatos sobre as delações da Odebrecht. No entanto a mera citação de meu nome me deixa indignada. Não me calarei frente a este episódio e não me afastarei um milímetro sequer das causas que acredito e que o nosso trabalho representa. Vou disponibilizar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico ao STF tamanha é minha tranquilidade. Meu nome e minha vida não estão à disposição para serem enxovalhados por ninguém em nenhum lugar”.

Fachin autorizou as investigações a partir do pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.

A deputada foi citada pelo ex-diretor da empresa Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, que disse que a parlamentar o procurou para pedir auxílio financeiro. Ela é investigada por crime de falsidade ideológica eleitoral.

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