Sexo casual, conquista feminista, desilusão feminina




A busca pelo prazer promíscuo resulta principalmente em angústia e abandono.

George Gilder

O movimento feminista trouxe muitas mazelas a vida das mulheres. Jornada dupla (muitas vezes triplas) de trabalho, lares defeitos, mães solteiras (calma… Eu sou mãe solteira. Não surte!), gravidez indesejada pelo sexo casual e lares desfeitos.

Com fartas insinuações de que as gerações de nossas mães e avós eram prisioneiras e sexualmente ignorantes, se armou uma enorme cilada para as mulheres de hoje estarem como estão: sozinhas, decepcionadas e machucadas.

Conforme o movimento feminista foi ganhando notoriedade, começaram a denegrir o papel tradicional da mulher e sugerir que as donas de casa careciam de liberdade sexual e o sexo depois do casamento se tornou vergonhoso, dando espaço para o sexo casual e para o “amor livre” tornando a vida da mulher uma bagunça. O ato sexual perdeu seu significado de privacidade e extensão de uma relação sólida e apaixonada.

As feministas convenceram as mulheres que praticar sexo casual as tornariam livres e “donas de si”, libertas e supostamente felizes e completas.
Betty Friedan, uma das percursoras do movimento feminista dos anos 60, autora do livro “Mística Feminina”, ajudou a incutir a ideia de que a mulher que era mãe e dona de casa era infeliz, improdutiva e submissa e que via “o mundo passar correndo pela sua porta enquanto ela somente assiste”, era marxista antes de se casar e seu casamento foi um desastre completo. Ela foi criada em um lar desestruturado e seu casamento seguiu o mesmo horizonte. Ela e Carl Friedan (seu esposo) se agrediam, tanto física como verbalmente e ela não conseguia cuidar dos filhos de forma regrada e concisa. Sua vida doméstica era opressiva e por tanto ela concluiu que todas as mulheres eram oprimidas. Ela classificou o casamento como um “campo de concentração confortável” e, ao invés de superar seus problemas, ela forjou um problema social e convenceu um bom número de mulheres a acreditarem.

As mulheres começaram a se afastar de seus maridos, a se separarem em busca de uma falsa liberdade e elas e as gerações posteriores passaram a praticar sexo casual (e irresponsável) promovendo um afastamento radical dos costumes morais e culturais anteriores, causando assim, sérias consequências especialmente (e principalmente) para as mulheres.

“As mulheres que agiram sob os ensinamentos das revolucionárias sexuais feministas têm sofrido grandemente” – Carolyn Gralia em Domestic Tranquility.

Com relativismo moral proposto pelas feministas dos anos 60 – olhem para dentro de si para encontrar o sentido da vida – produziu-se uma profunda transformação na moral sobre o sexo.

A regra do relativismo moral é fazer aquilo o que te faz feliz sem a ponderação da moral que envolve religião e costumes. É criar os seus próprios padrões.

O politicamente correto, enfiado em nossas goelas abaixo, sem a possibilidade de cuspi-lo e como uma forma de mascarar a real intenção das feministas de destruir os costumes morais, proibiram os médicos e ginecologistas alertar os jovens sobre os malefícios do sexo casual e instrui-los que era mais satisfatório esperar pelo casamento, tal como era feito antigamente.

De acordo com o livro “o outro lado do feminismo” de Phyllis Schlafly: “A Planned Parenthood considera a promiscuidade normal, e é tremenda a pressão sobre os profissionais de saúde para compartilhar essa visão. Médicos e orientadores psicológicos são empurrados num mundo onde não podem transmitir certos fatos, pois seria politicamente incorreto e prejudicaria a agenda da esquerda.

Educação sexual é um movimento social, e sua meta é mudar a sociedade. Esse movimento idealiza um mundo sem tabus e sem restrições. Idealiza um mundo livre da moralidade judaico-cristã.

Nenhuma crítica é permitida. Nesse mundo ideal, existe uma total igualdade de gênero.”

Com a depravação moral intrínseca na sociedade nos dias de hoje, as escolas assumiram a responsabilidade que deveria ser dos pais e passaram a ensinar educação sexual nas escolas, mas dentro das regras do politicamente correto, onde não podem fazer juízo de valores. Apenas recomenda-se o uso de preservativos, sem nenhum limite moral.
As consequências para as mulheres foram (e estão sendo) mais profundas do que se podia mensurar. Além de se relacionar casualmente para evitar julgamentos das progressistas e se sentirem “normais” dentro da sociedade, estão cada vez mais vivenciando a solidão e a angústia.

Ter relações com diferentes parceiros é emocionalmente destruidor, pois as mulheres, ao se relacionarem de forma promíscua, esperam que o homem se interesse por elas sentimentalmente, o que não vai acontecer. Essas mulheres confundem necessidade sexual masculina com interesse de as conhece-la melhor para construir um relacionamento.
Para evitar tamanha desilusão, os progressistas bombardeiam as mulheres com centenas de imagens de mulheres praticantes de sexo casual fortes e bem resolvidas. Mas a realidade é outra, causando mais confusão na cabeça das mulheres.

As mulheres não fazem sexo pela satisfação sexual. Elas fazem sexo por duas razões: ou para se integrar a um grupo ou para ser amada. E esse último, não esta se concretizando.

Em tempo: A idealizadora da Planned Parenthood foi Margaret Sanger, eugenista e simpatizante da Kun Klux Klan. Margaret queria que as clínicas fossem instaladas em bairros majoritariamente negros, pois os considerava inferiores.

Na Revista Controle da Natalidade, Sanger escreveu em maio de 1919 :

“Mais nascimentos entre as pessoas aptas e menos entre as não aptas, esse é o principal objetivo do controle da natalidade”.
A capa do número de novembro de 1921 dizia: “Controle da natalidade, para criar uma raça de puros-sangues!”.

Os vínculos entre o movimento eugenista e o movimento de controle da natalidade são numerosos e visíveis até 1942. Margaret Sanger o explica:

“O controle da natalidade, que foi criticado como negativo e destrutivo, é na verdade o mais importante e autêntico dos métodos eugenésicos, e sua integração ao programa de Eugenia outorga de maneira imediata um poder concreto e realista a essa ciência. De fato, o controle da natalidade já foi aceito pelos eugenistas mais lúcidos e sagazes, como a medida mais necessária e construtiva para a saúde racial”.

“Antes de que possam atingir seu objetivo, os eugenistas e todos aqueles que trabalham na melhoria da raça, devem em primeiro lugar facilitar o controle da natalidade. Igual que os promotores do controle da natalidade, os eugenistas, por exemplo, procuram assistir à raça mediante a eliminação dos inaptos. Ambos buscam o mesmo objetivo, mas insistem em métodos diferentes”.

As 5 citações seguintes refletem as convicções de Margaret Sanger:

1. “Não é necessário que circule a ideia de que queremos exterminar a população negra”

Como revela uma de suas cartas ao Dr. Clarence Gambler, datada de 19 de dezembro de 1939, Sanger incentivou a esterilização de pessoas consideradas “inaptas”, como os negros, as minorias étnicas, os doentes e os deficientes. De acordo com a organização norte-americana Live Action, o Instituto Guttmacher (antiga divisão de pesquisa pró-aborto do planejamento familiar) estimou que os afro-americanos eram cinco vezes mais propensos a recorrer ao aborto que os brancos. As clínicas de “planejamento familiar” foram estrategicamente implantadas, portanto, nas comunidades de negros e minorias étnicas. Ainda hoje, 37% dos abortos são praticados pelos membros da comunidade negra, que representa, porém, apenas 13% da população dos EUA.

2. “Eu aceitei o convite para entrar em contato com o ramo feminino da Ku Klux Klan”

Esta citação vem de um discurso de Margaret Sanger em 1926 durante reunião da Ku Klux Klan em Silver Lake, New Jersey, transcrito em sua autobiografia (A autobiografia de Margaret Sanger). “Eu fui escoltada até a tribuna, fui apresentada e então comecei meu discurso… Acho que, no fim, alcancei o meu objetivo por meio de ilustrações simples”.

3. “Eles são (…) as ervas daninhas da humanidade”, “reprodutores irresponsáveis”, “geram (…) seres humanos que jamais deveriam ter vindo ao mundo”

No livro “Pivot of Civilization”, Sanger se refere aos pobres e aos imigrantes explicando que, no caso deles, a “caridade” se baseia no erro ideológico.

4. “O controle dos nascimentos consiste, nem mais nem menos, na eliminação das pessoas inadequadas”

É em escritos como “A ética e o controle dos nascimentos” e “O controle dos nascimentos e a nova raça” que Sanger afirma que o controle da natalidade procura principalmente produzir uma “raça mais própria”, eliminando quem ela considera “inadequado”.

5. “Acho que o maior de todos os pecados é trazer filhos ao mundo”

Esta citação vem de uma entrevista de 1957 com o jornalista Mike Wallace: “Eu acho que o maior de todos os pecados é trazer filhos ao mundo – que têm doenças por causa dos seus pais, que não terão a chance de se tornarem seres humanos dignos desse nome. Delinquentes, prisioneiros, todo tipo de coisa que já está inscrito no nascimento. Esse, para mim, é o maior pecado que se pode fazer”. Como solução, Margaret Sanger preconizou que cada família americana pedisse permissão ao governo para ter um filho. Ela já tinha declarado à revista America Weekly em 1934: “Tornou-se necessário estabelecer um sistema de permissão de nascimentos”.

 

Texto de Camila Abdo

One thought on “Sexo casual, conquista feminista, desilusão feminina

  1. Perrytp

    Recomendo a leitura do livro Hooked, caso queira bases científicas interessantes que mostram o quanto o sexo casual pode ser prejudicial ao cérebro humano. Ótimo artigo.

    https://www.amazon.com.br/Hooked-Science-Casual-Affecting-Children/dp/0802450601

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