Intervenção Militar. Estamos prestes a repetir 1964?





1964 começou com um impasse político. Jango falava em reformas de base e a esquerda estava fracionada em vários grupos que vinham crescendo.

O Partido Comunista do Brasil (PCdB) era inexpressivo, porém apoiava o Jango e tinha intenções de enviar seu primeiro grupo de militantes para treinamento de guerrilha na China em 1964.

As Ligas Camponesas, que haviam surgido em 1955, em Pernambuco, queriam implantar a reforma agraria “pela lei ou pela força.”

Por meio de braço armado, o Movimento Revolucionário Tiradentes e as Ligas Camponesas apostavam na luta armada desde 1962, quando foram descobertos, no Brasil, oito campos de treinamento militar, organizados com recursos provindos de Cuba.

Os brizolistas apostavam no Grupo dos Onze, uma organização política que deveria se transformar em instrumento de luta armada. Tinham muita influência entre sargentos, cabos, soldados e marinheiros. O objetivo era dividir na base das Forças Armadas e trazer, para o “campo revolucionário”, combatentes que já tivesse experiência. Brizola buscou alinhamento ideológico no que era chamado à época de nacionalismo revolucionário.

A radicalização tomou conta do país. A democracia era vista por esses autores como empecilho aos seus planos. Queriam chegar ao poder pelas armas ponto as correntes políticas que desejavam manter o regime democrático eram consideradas reformistas, ingênua, hora aliadas de Moscou, hora aliadas de Washington.

Por isso o contragolpe militar aconteceu. Os militares impediram que o Brasil se torna-se comunista, frustrando a ideia de transformar a América Latina em um cinturão vermelho.





O Comunismo

Primeiro vamos falar o que é ideologia.

De acordo com Olavo de Carvalho, uma ideologia é, por definição um simulacro de teoria científica.

Segundo Karl Marx, é um “vestido de ideias” que encobre interesses ou desejos.

Já o capitalismo não é uma ideologia. É um sistema econômico que existe e provou suas virtudes dois séculos antes de se tornar conhecido.

Segundo Olavo de Carvalho, o confronto de socialistas e liberais não opõe ideologia a ideologia: a defesa do socialismo é sempre a autoatribuição ideológica dos méritos imaginários de um futuro possível; a do capitalismo é sempre análise científica de processos econômicos existentes e dos meios objetivos de aumentar sua eficiência.

Parafraseando mais uma vez Olavo de Carvalho, o capitalismo não é uma ideologia é uma realidade continuamente aperfeiçoada pela ciência. Ideologia é o socialismo – o vestido de ideias que encobre as ambições sociopatas com intelectuais ávidos de poder.

O Comunismo

O socialismo matou mais de 100 milhões de pessoas. Espalhou o terror, a miséria e a fome por um quarto da superfície da terra. Todos os terremotos, furacões, epidemias e guerras nos últimos 400 anos, somados, não produziram o resultado tão devastador quanto comunismo.

O socialismo consiste na promessa de obter um resultado pelos meios que produzem. Isto é, não haverá classe mais rica do que os governantes. Logo os desníveis econômicos não apenas aumentaram, como também consolidaram, pela unidade de poder político e econômico, tornando-se impossíveis de eliminar, exceto pela destruição completo do sistema socialista.

Temos Cuba, Venezuela e Coreia do Norte como exemplo. Na China ocorre 40 fuzilamentos mensais de mulheres chinesas e seus respectivos médicos que se recusam a praticar o aborto.

Através de Gramsci, onde a ideia é a doutrinação dentro das escolas e de Lênin que prega que, “(…)precisa ensinar as crianças a odiar os seus pais caso estes não sejam comunistas(…)”, o Brasil está indo pelo mesmo caminho que antecedeu 1964.

A Dominação comunista em milhares de escolas públicas promovidos por professores pagos com dinheiro público, usam sua influência e poder não apenas para instaurar a idolatria de líderes genocidas e o mito da Democracia Socialista, mas para intimidar e punir qualquer criança que não consinta em repetir seu discurso paranoico e é por isso que a escola sem partido tem uma importância enorme.

A mais leve divergência do aluno para com professor promove ao aluno um constrangimento diante dos colegas incutindo nele o temor pelo futuro de sua carreira escolar e profissional.

O governo leninista, em algumas semanas, festejou mais de 20 mil pessoas mortas, enquanto a Inquisição Espanhola – o tribunal mais cruel que se teve notícia antes do século 20 – matou 20 mil pessoas ao longo de 400 anos.

A repressão Soviética foi o primeiro caso de violência estatal permanente contra o cidadão desarmado em tempo de paz.

Quando os alemães começaram a enviar judeus a Auschwitz, 20 milhões de Russos já tinham sido mortos pelo governo soviético. Mesmo ao término de sua tenebrosa jornada, em 1945, o nazismo com toda sua estrutura genocida montada para esse fim, não tinha conseguido se igualar a produtividade da indústria Soviética da morte.

O socialismo/comunismo é uma doutrina nefasta, com fins macabros, equiparando-se (e, arrisco-me a dizer, superando) a ideologia nazista utilizando-se de extremos de violência e tortura com o objetivo de ter sua marcha homicida e sede de poder.

 Sobre o Brasil

A esquerda tenta nos passar uma imagem de que as guerrilhas brasileiras foram criadas durante 1964 em defesa da democracia. Porém elas foram criadas anos antes. Tanto que – como citado acima – o Movimento Revolucionário Tiradentes e as Ligas Camponesas apostavam na luta armada desde 1962, quando foram descobertos, no Brasil, oito campos de treinamento militar, organizados com recursos provindos de Cuba. Todas as guerrilhas eram financiadas por Cuba.

Hoje, é o Brasil que financia as ditaduras cubana, Venezuela entre outras. Dando dinheiro aos seus ditadores facínoras em prol da fome e do derramamento de sangue do povo.

 

Conclusão

Quem leu o livro de Marco Antonio Villa “Ditadura á Brasileira” constrói um sentimento de déjà vu. Os atuais acontecimentos e os avanços da Lava Jato nos traz a sensação que estamos repetindo o passado. 2017 se assemelha muito com 1963 início de 1964.

Com claras distinções entre os militares de 1964 e os de 2017, creio que jamais teremos uma intervenção militar, porém o País está entrando no mesmo colapso (ou já entrou).

A nível de conhecimento, a inflação em 1960 estava em 30,5%, em 1961 em 47,8% e em 1962 em 51,6%. Não havia nenhum mecanismo de correção salarial e nem monetária. A balança comercial fora superavitária em 1961: 111 milhões de dólares, mas em 1962 foi de 90 milhões de dólares.

A dívida externa líquida, de 1960 a 1962 variaram de 2,82 bilhões de dólares e 3,24 bilhões.

No governo Jango, a inflação chegou a 16% só no primeiro trimestre.

Passado o Plano Real e o Governo do Fernando Henrique Cardoso, onde a inflação, em 2001 foi 7,67% e seu governo chegou ao fim, em 01/01/2003 com a inflação a 12,53%.

No governo Lula (sem considerar as manipulações de dados), seu governo se iniciou, em 2003 com 12,53% e finalizou, em 2011 a 6,50%.

Sua sucessora, Dilma Rousseff, que protagonizou o governo mais vergonhoso da História do Brasil, cominando com seu impeachment em 2016 e 15 milhões de desempregados, iniciou seu governo em 2011, com índice inflacionário em 6,50% e finalizou 2016 em 6,29%, onde, em 2015 chegou a 10,67%.

No governo de seu vice, Michel Temer, em 2017, no 1º semestre, estamos em 1,42%.

Já a dívida externa, em 2004 estava em 1,104 trilhões e, me 2016, ao fim do governo Lula-Dilma, chegou a 3,3 trilhões.

Com escândalos de corrupção ativa e passiva, incluindo os 07 últimos presidentes, as inúmeras tentativas do STF (ressalto Gilmar Mendes e Fachin) de barrar a lava Jato – dificultando e até inviabilizando algumas decisões de Sergio Moro – a certeza da impunidade dos criminosos de colarinho branco, eu não vejo outra saída além de uma intervenção, até as eleições de 2018.




Camila

About Camila Abdo

Jornalista (MTB - 0083932/SP; Associação Brasileira de Jornalista -ABJ- 2457) , com cursos nas áreas de jornalismo digital, jornal impresso, fundamentos do jornalismo, jornalismo investigativo, assessoria de imprensa e comunicação interna. Estudante de direito (Unip) e história (Anhanguera), possuo diversos cursos de especialização na área de psicologia/psicopatologia, entre eles: urgências psiquiátricas, perícias criminais, psicopatologia da infância e adolescência, transtornos de personalidade, terapia cognitivo-comportamental, psicanálise: teoria e técnica, gestalt terapia, criminologia, sexualidade - normal e patológica, psicofarmacologia, psicologia forense, neuroanatomia, abuso sexual infantil, predadores sexuais, psicologia social e violência doméstica, enfermagem em saúde mental, medicina legal e psicologia penitenciária. Certificado INBOUND pela HUBSPOT ACADEMY. Meu canal: https://www.youtube.com/c/CamilaAbdoCalvo

One thought on “Intervenção Militar. Estamos prestes a repetir 1964?

  1. Luiz César de Assumpção de Sá

    Manifestação 09/07/17 no Rio de Janeiro.
    Em Copacabana, Concentração as 10:00

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