Indo na contramão do rap, Luiz, o visitante dá show de simpatia e humildade em entrevista para O RETRÓGRADO

Se a gente entra na guerra, a gente não pode ter medo. Acima de musico eusou um militante pró-Brasil. Não podemos desistir do Brasil se não, estaremos desistindo da gente mesmo. O futuro do Brasil é o nosso.

Luiz, o visitante




Luiz, o visitante, nome artístico do pernambucano Luiz Paulo Pereira da Silva, tem apenas 22 anos (22 de julho de 1995) e se tornou um fenômeno nacional.

Nascido e criado em uma das áreas mais pobres de Recife, mora até hoje no mesmo local.

Cantor, compositor e produtor musical brasileiro, começou a ganhar notoriedade em 2012 pela canção Recomeço e consequentemente com seu álbum Recomeço, que obteve 12 mil cópias vendidas em formato digital em 2013.

Com músicas polêmicas e declarações reacionárias, em 2016 Luiz recebeu ameaça de processo por xenofobia, machismo, racismo e preconceito pela canção SE ESSA RUA FOSSE MINHA, onde a mesma foi idealizada por um angolano (Sérgio Beatz), um nordestino (Luiz, o visitante) e uma mulher (Talita Caldas).

Escrita em 2016 e lançada no início de 2017, o rap Super-heróis, em homenagem a Policia Militar, alcançou a marca de quase 1milhão e 500 mil visualizações, entre Youtube, Facebook e compartilhamentos no Whatsapp.

Recentemente abriu uma conta no INSTAGRAM para divulgar as novidades do Rap de Direita.

Em 2014, Luiz – O visitante, ganhou território nacional com a canção Bolsonaro, o Messias, o primeiro rap de direita do Brasil. Sua música teve em torno de 06 milhões de acessos. Ficou amplamente conhecido como o rap da direita (destra rap), tendo sua canção como a mais executada durante os protestos contra o Governo Dilma Rousseff.

Em Maio de 2017, Luiz estourou nas rádios de Recife com a música FUTURO EX POBRE, que contou com a participação de seu amigo angolano Troglobio MC e de seu produtor, também angolano, Sérgio Beatz.

Luiz, o visitante, foi o primeiro rapper de direita a se unir com rappers de direita angolanos.



 

A entrevista

Luiz – o visitante, deu uma entrevista para O RETRÓGRADO.

Com muita simpatia, disponibilidade, educação e bom humor, respondeu as 16 perguntas com sinceridade e seriedade. Preparado para a fama que está cada dia mais perto, ele ressalta: Se a gente entra na guerra, a gente não pode ter medo. Acima de musico eu sou um militante pró-Brasil. Não podemos desistir do Brasil se não, estaremos desistindo da gente mesmo. O futuro do Brasil é o nosso, nos contou que, em momentos distintos sofreu agressões.

Em fevereiro de 2016, em uma entrevista para o G1, na cidade Olinda, município do estado de Pernambuco, os agressores aproveitaram as festividades do carnaval, para se esconderem entre os foliões e atacarem pedras no cantor. Com sorte, apenas seu pé foi atingido.

Já em outubro de 2016, dentro do ônibus, rumo ao aeroporto de Recife para cumprir um show no Estado do Ceará, um grupo o reconheceu e iniciaram ataques verbais, obrigando-o a sair do ônibus.


CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

-Porque Luiz, o Visitante?
Porque todos nós somos. É assim que eu vejo a vida. Nosso nascimento é como uma visita a isto; você nasce, tem o direito de conhecer uma única vez, depois você volta. Volta para o nada.

-Porque você escolheu ir na contramão do rap nacional?
Foi por necessidade. Sou cantor de rap entre 2009 e 2010, e de 2010 pra 2014 eu presenciei muita inversão de valores.

Incentivo a drogas, a morte de PMs, exaltação a criminosos. E essa não é a real bandeira do rap! Se for olhar o passado do rap, surgiu contando a história do pobre, que saiu da favela, e hoje através da música e do seu mérito.

Por exemplo, o filme “Fique Rico ou Morra Tentando” do 50 cent, que é sobre não valer a pena o mundo das drogas, e ir atrás do que é seu de forma honesta.

-Você esperava que o rap do Bolsonaro dessa essa repercussão?
Não mesmo, até porque eu nem tinha lançado ela de forma oficial quando começou a bombar. Quem jogou na Internet foi o Eduardo Bolsonaro; eu tinha mandado somente pra ele.

Me acordei do outro dia vendo o povo postando frases da música e gravando vídeos tocando ela nas ruas. A intenção era uma homenagem ao Jair, o primeiro verso surgiu de improviso e gravei em minutos depois. Pensei até em regravar, mas a galera não quer. Depois ela começou a tocar nas manifestações pelo Brasil, e foi por causa dela que realizei meu primeiro show fora do meu estado.

Não esperava isso de uma música não planejada.

-Seu antigo pseudônimo é “Mr. Gângster”. Porque essa mudança?
Porque quando entrei no rap era um adolescente, e muito inexperiente quando escolhi esse nome.

Além de não ser muito comercial, tem um significado negativo e me atrapalhou muito quando o trabalho tornou-se profissional.

Também porque eu queria lançar um som em homenagem a PM, e com esse nome seria a coisa mais sem sentido do mundo. Aí mudei pra poder lançar, inclusive já foi lançada.

-Você apagou suas músicas antigas. Conte um pouco sobre o teor dessas músicas e porque achou melhor deleta-las?
Porque os temas eram banais. Era dinheiro, mulheres e hoje respeito muito minha música e quero que todas tenham algo de importante a oferecer além do entretenimento.

Eu nunca fui de esquerda sabe? Mas também não era muito conservador, e não queria que me julgassem com o que digo hoje, pelo que eu disse antes.

-Na sua visão, o que é conservadorismo?
Conservadorismo é não se deixar ser guiado por tendências modernas que poderão prejudicar nossa ética e moral.

É valorizar os bons costumes em convivência social. Não gosto que confundam ‘tradicionalismo pessoal’ com ‘conservadorismo’.

Se tratando de vida pessoal, e acho que dentro da sua casa, entre 4 paredes você faça o que quiser. Mas fora de casa respeitar a moral do próximo, para que vivamos bem. Não queremos impor a ninguém ter estilo de vida tradicional.

-Bandido bom, é bandido morto?
Sim! Se existisse uma pena dura como esta pra qualquer crime em flagrante, pensariam 100 vezes antes de cometer. Acho até muito justo, vendo que não arrisco de punir um inocente.

-Se Bolsonaro fosse pego em esquema de corrupção. Qual seria a sua reação?
Primeiro que seria impossível algo do tipo vindo dele, mas não trataria ele diferente de nenhum outro criminoso se fosse o caso.

Sou igualmente ele nisso. Eu sei que se um dia eu fizesse alguma besteira, ele iria falar “ele tem que se f*der e acabou”. E está certo.

-O Brasil é um Pais conservador?
Não tem dúvidas, até boa parte dos eleitores do PT são, porque eles não sabem o que é esquerdismo.

Votam porque acha que o PT é do povo, é do pobre. Progressistas são uma minoria, porém eles estão engajados em movimentos, mídias em gerais, e na educação. Dessa forma influenciando boa parte do povo.

-Na sua visão, temos a verdadeira direita no Brasil?
Sim! Tem a verdadeira direita no Brasil sim! Mais também tem aqueles mornos metidos a intelectualóide, em cima do muro pra pagar de esclarecidão, diferentão.

São os que se intitulam de direita progressista. Se bem que direita progressista nem existe, soa mais um esquerdista que não quer viver no socialismo.

Esses não servem nem pra adubar capim. Dou mais valor a um comunista do que um em cima do muro. O comunista pelo menos tem peito pra defender suas porcarias.

-Qual a sua inspiração?
50 Cent, o rapper direitista republicano, e o Hopsin, o rapper extremamente conservador.

-Olavo de Carvalho. O que ele significa para você?
Um avô que não tive, um exemplo de sabedoria e experiência.

-Um livro que você indica.
”A Verdade Sufocada” de Carlos Alberto Brilhante Ustra.

-Porque você decidiu fazer rap para a direita?
Porque tenho em meta iniciar uma revolução cultural conservadora em todas as áreas da cultura.

Expurgar o marxismo. Já temos planos grandes, nacional.

-Qual a sua expectativa para a política?
Tenho muita fé, e a direita não irá desistir do Brasil nunca!

De expectativa tenho as melhores, e estamos cada dia mais fortes. O povo não está mais levando políticos corruptos na naturalidade de 7 anos atrás. Agora o povo assiste TV câmara, vai a Brasília, cobra deles nas redes e nos aeroportos.

-Caso o Bolsonaro não vá para o segundo turno, quem seria seu candidato?
Qualquer um que não seja o oportunista do Ciro Gomes, Marina Silva, do PT.

 

Clique nos links abaixo e acompanhe o trabalho do rapper que esta mudando o modo de se fazer rap.

FACEBOOK, YOUTUBE E INSTAGRAM




Camila

About Camila Abdo

Jornalista (MTB - 0083932/SP; Associação Brasileira de Jornalista -ABJ- 2457) , com cursos nas áreas de jornalismo digital, jornal impresso, fundamentos do jornalismo, jornalismo investigativo, assessoria de imprensa e comunicação interna. Estudante de direito (Unip) e história (Anhanguera), possuo diversos cursos de especialização na área de psicologia/psicopatologia, entre eles: urgências psiquiátricas, perícias criminais, psicopatologia da infância e adolescência, transtornos de personalidade, terapia cognitivo-comportamental, psicanálise: teoria e técnica, gestalt terapia, criminologia, sexualidade - normal e patológica, psicofarmacologia, psicologia forense, neuroanatomia, abuso sexual infantil, predadores sexuais, psicologia social e violência doméstica, enfermagem em saúde mental, medicina legal e psicologia penitenciária. Certificado INBOUND pela HUBSPOT ACADEMY. Meu canal: https://www.youtube.com/c/CamilaAbdoCalvo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>