Ku Klux Klan, Nazismo e facismo. Direita? Esquerda ou Terceira Via?

KU KLUX KLAN:

A KKK que tinha, como uma de suas integrantes a feminista Margaret Sanger (a mesma que criou a Planned Parenthood para que negros pudessem abortar já que ela os considerava uma raça inferior – clique aqui e aqui e saiba mais), faz parte do Democratas (partido de esquerda americana, onde Obama e Hillary Clinton são uma das figuras emblemáticas desse partido).

O Democrata entrou em conflito com o Partido Republicano, quando o Republicano quis abolir a escravidão. Os democratas eram contra e se iniciou um conflito.

Na Guerra Civil dos Estados Unidos (1861-1865), os fazendeiros escravocratas dos estados do Sul eram filiados ao Partido Democrata e lutaram contra os republicanos do Norte, capitaneados pelo abolicionista Abraham Lincoln. Logo após o conflito, foi fundada a Ku Klux Khan, KKK, no Tenessee.

Essa organização racista tinha entre os seus líderes vários políticos democratas, a ponto de ter sido considerada um braço armado do partido. Entre suas vítimas estavam muitos republicanos, brancos e negros.

 




O que é fascismo?

É movimento político e filosófico ou regime (como o estabelecido por Benito Mussolini na Itália, em 1922), que faz prevalecer os conceitos de nação e raça sobre os valores individuais e que é representado por um governo autocrático, centralizado na figura de um ditador.

Mussolini fez 440 mil vítimas com seu regime ditador de esquerda. O lema do fascismo era: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora o Estado. ”




O que é socialismo?

Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres.

Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada.

Todos os bens e propriedades particulares seriam de todas as pessoas e haveria repartição do trabalho comum e dos objetos de consumo, eliminando as diferenças econômicas entre os indivíduos.




O que é comunismo?

Comunismo é uma doutrina social, segundo a qual se pode e deve “restabelecer” o que se chama “estado natural”, em que todos teriam o mesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada. Nos séculos XIX e XX, o termo foi usado para qualificar um movimento político. Esta palavra tem origem no latim comunis, que significa comum.

O comunismo matou 100 milhões de pessoas e mata até hoje na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte.

Clique aqui e leia o Livro Negro do Comunismo e aqui para o Manifesto Comunista




O que é nazismo?

Embora o partido nazista alemão fosse ideologicamente contrário ao comunismo, Adolf Hitler e outros líderes nazistas frequentemente expressaram o reconhecimento de que só na Rússia Soviética os seus homólogos revolucionários e ideológicos podiam ser encontrados. Adolf Hitler admirava Stalin e o stalinismo. Em numerosas ocasiões, Hitler elogiou publicamente Stalin e ele via o stalinismo positivamente, como uma busca de purificação do Partido Comunista da União Soviética de influências judaicas, observando a purga de judeus comunistas como Leon Trotsky, Grigory Zinoviev, Lev Kamenev e Karl Radek.

A diferença do comunismo de Hitler é que era nacional e de Stalin Internacional. Por isso o termo Nacional no meio.




HITLER: DE DIREITA, ESQUERDA OU TERCEIRA VIA?

“O surgimento de uma nova e grande ideia foi o segredo do Sucesso da Revolução Francesa. A Revolução Francesa teve seu Triunfo a uma ideia ponto e foi somente uma ideia o que capacitou fascismo a triunfantemente submeter toda uma nação é um processo de renovação total”.

Hitler reconhece que o fascismo foi inventado por Mussolini.  Pode ter sido depois que inventado, reinterpretado, revisto ou ampliado mas sua autoria – e, em menor medida vírgula sua novidade – nunca foi posta em dúvida. Tão pouco houve muito que duvidar, em, durante os primeiros 15 anos, aproximadamente, de que fosse o movimento o método essencialmente italiano.

O que importa é que Hitler não pegou do fascismo italiano a ideia do nazismo e, no início, Mussolini não reivindicavam nenhum parentesco com o nazismo. (Clique aqui e leia A Plataforma do Partido Nazista e o livro Mein Kampf – Minha luta)

Mussolini chegou a recusar enviar uma foto autografada para Hitler quando os nazistas pediram uma a Embaixada italiana. Não obstante, nem um ideólogo nazista alguma vez afirmou seriamente que o nazismo fosse um desdobramento do fascismo italiano. E, durante os primeiros dias dos nazistas, teorias fascistas e teoristas nazistas discutiam com frequência e discordavam abertamente. De fato, foi Mussolini quem ameaçou uma confrontação militar com Hitler para salvar a Áustria fascista de uma invasão nazista em 1934.

Não é segredo que, pessoalmente, Mussolini não gostasse de Hitler quando se encontraram pela primeira vez, Mussolini e relatou que “Hitler recitou para mim, de cor, seu Mein Kampf, aquele tijolo que nunca consegui ler”.

O Nazismo de Hitler era propagado no Oriente Médio. Conhece a Jihad Nazista?




Nazismo o que Hitler absorveu do fascismo italiano – e, conforme indicado acima vírgula das revoluções Francesa e russa traço foi a importância de ter uma ideia capaz de levantar as massas . O conteúdo particular da ideia era

Decididamente secundário, a ideia não é a sua verdade intrínseca, mas o grau que tornam possível uma ação desejada – no caso de Hitler, a destruição de seus inimigos, a obtenção da glória e o triunfo de sua raça. É importante manter isso em mente porque a coerência ideológica de Hitler deixava bastante a desejar e seu oportunismo pragmatismo e megalomania frequentemente superavam qualquer desejo que pudesse ter de formular uma abordagem ideológica dogmática.

A concepção popular de que Hitler era um homem de direita está enraizada no rico complexo de suposições e ideias equivocadas a respeito do que constitui esquerda e direita em termos que ficam cada vez mais escorregadio quanto mais se tenta defini-los.

A história convencional da Ascensão de Hitler ao poder é mais ou menos o seguinte: Hitler e os nazistas exploraram o ressentimento popular diante da derrota da Alemanha na primeira guerra mundial, percebida como ilegítima ( “punhalada nas costas” dada por comunistas, judeus e políticos fracos), e da “paz” injusta imposta em Versailles.

Conspirando com capitalistas em indústrias anciosos por derrotar a ameaça vermelha (incluindo, em algumas das versões mais passionais, a família Bush), os nazistas produziram um golpe reacionário explorando os sentimentos patrióticos e mobilizando os elementos “conservadores” frequentemente traduzidos como racistas e religiosos – da sociedade alemã. Uma vez no poder, os nazistas estabeleceram o “Capitalismo de Estado” como uma recompensa aos industriais, que lucraram mais ainda com a determinação nazista para exterminar os judeus.

Da mesma forma que a nova esquerda e a nova direita assumiram o controle de seus respectivos partidos – os Democratas em 1972, os republicanos em 1980-, e hoje são simplesmente a esquerda e a direita, os nazistas de fato assumiram o controle da esquerda alemã, e não simplesmente a destruíram.

O nazismo e o fascismo eram dois movimentos populares que contavam com o apoio de todos os estratos da sociedade. Os nazistas subiram ao poder explorando uma retórica anti capitalista na qual indiscutivelmente acreditavam mesmo que, se Hitler fosse o total niilista pintado por muitos, é impossível negar a sinceridade dos seguidores nazistas, que se viam empreendendo um assalto horrível missionário contra as forças do capitalismo.

Além disso, o nazismo também enfatizava muitos dos temas de outras novas esquerdas em outros lugares e épocas: a primazia da raça, a rejeição do racionalismo, uma ênfase no orgânico e holístico – que incluía ambientalismo, alimentos saudáveis e exercício-e, mais que tudo, a necessidade de ” transcender” noções de classe.

Por esses motivos, Hitler merece ser firmemente posto na esquerda porque, antes de mais nada, e acima de tudo, ele era um revolucionário.

Em termos amplos, à esquerda é o partido da mudança, à direita é o partido do status quo. Nesse aspecto, Hitler não era nenhum sentido, de nenhum modo, de nenhum jeito, de nenhuma forma um homem da direita.

Ele tinha absoluta certeza de ser um revolucionário, e havia poucas coisas nas quais acreditasse tanto quanto isso.

Hitler desprezava a burguesia, os tradicionalista, aristocratas, monarquistas e todos aqueles que acreditavam na ordem estabelecida no início de sua carreira, ele se sentiu repelido pelos valores tradicionalista da burguesia alemã.

Hitler via burguesia quase da mesma forma que Lênin: “Não nos enganemos”, declarou Hitler. “Nossa burguesia já é incapaz de qualquer esforço humano nobre”, declarou Hitler.

Vários anos depois de estar firmemente no poder, ele explicou: “naquela época, não defendemos Alemanha contra o bolchevismo porque não tínhamos a intenção de fazer nada semelhante a conservar o mundo burguês nem chegar ao ponto de querer revigora-lo.

Se o comunismo tivesse realmente pretendido somente certa purificação, eliminando alguns elementos podres de entre as fileiras de nossos chamados “dez mil superiores”, ou nossos igualmente inúteis filisteus, teríamos podido ficar calmamente sentados durante algum tempo, apenas olhando”.

Churchill falando sobre a relação do Nazismo com o comunismo

É por essa razão que Hitler se via numa batalha existencial com as forças da reação. “Não temos nenhuma vontade de ressuscitar os mortos do velho Reich que foram arruinados por seus próprios erros monumentais, mas de construir um Novo Estado”, escreveu ele em Mein Kampf. Em outro texto: “Ou os jovens alemães um dia criarão um Novo Estado fundado sobre a ideia racial ou serão os últimos a testemunhar a completa destruição e morte do mundo burguês”

Tal radicalismo – ter sucesso ou destruir tudo -, explica por que Hitler, o antibolchevista, frenquentemente falava com admiração relutante de Stalin e dos comunistas.

Em Mein Kampf, Hitler declara que é um nacionalista, mas não um patriota, uma distinção que contém sérias implicações. Patriotas reverenciam as ideias, instituições e tradições de determinado país e de seu governo. As palavras de ordem para os nacionalistas são: “sangue”, “solo”, “raça”, “Volk”…

 

Embora Hitler apreciasse as ideias marxistas, ainda mantinha a convicção que Marx era arquiteto de um complô judeu.

A Primeira Guerra Mundial alimentou um ódio disseminado, a suspeita e a paranóia com relação ás elites e ás instituições estabelecidas.

Para os apaixonados por guerra, de ambos os lados, o planejamento econômico emprestou credibilidade política e intelectual ao socialismo de guerra dirigido pelo Estado. Isso inflou os revolucionários em toda a Europa: Lenin na Rússia, Mussolini na Itália e Hitler na Alemanha.

O ódio de Hitler pelo comunismo não estava baseado – como afirmaram os próprios comunistas – numa rejeição das políticas socialistas ou das noções de igualitarismo,, progresso ou solidaderiedade social. Era um ódio profundamente ligado a uma percepção de traição da honra alemã e a um antissemitismo patológico.

Mais tarde, Hitler confessou admirar Mussolini pelo sucesso do Duce, suas táticas, sua exploração soreliana do mito político, sua capacidade de vender o que quer que fosse.

O divisor tectônico entre os nacional-socialistas e comunistas de forma alguma era de natureza económica – embora houvesse diferenças doutrinárias -, mas girava em torno da questão do nacionalismo. Para Hitler, a convicção mais ofensiva de Marx era a ideia de que os ” trabalhadores não tem Pátria”.

A maior parte das análises marxistas, todas reconhecem que os nazistas buscaram “destruir a esquerda” antes de se voltarem contra a direita tradicionalista. A razão para isso era que os nazistas podiam derrotar mais facilmente os oponentes da esquerda porque esses apelavam as mesmas bases sociais, usavam a mesma linguagem e pensavam com as mesmas categorias. O último objetivo dos nazistas era transcender tanta esquerda quanto à direita e promover uma terceira via que rompesse com as duas categorias.

 

Hitler é tão direto quanto isso em Mein Kampf. Ele dedica todo um capítulo á deliberada exploração que os nazistas fizeram das ideias, da retórica e das imagens socialistas e comunistas e relata como esse marketing confundiu tanto liberais quanto comunistas. O exemplo mais básico é o uso nazista da cor vermelha, que estava firmemente associada ao bolchevismo e socialismo. “Escolhemos o vermelho para os nossos cartazes após uma essencial e cuidadosa de liberação… de modo a chamar a atenção deles e tentá-los a vir aos nossos encontros… para que tivéssemos uma oportunidade de conversar”.

A bandeira nazista – uma suástica negra dentro de um disco branco no fundo vermelho – era explicitamente destinada a atrair comunistas. “No vermelho nós vemos a ideia social do movimento, no branco a ideia nacionalista e na suástica a missão de lutar pela vitória do homem ariano”.

Os nazistas tomaram emprestada seções inteiras do manual de estratégia dos comunistas. Membros do partido eram chamados de camarada. Hitler recorda com seus apelos aos “proletariado com consciência de classe ” que queriam se lançar contra a “agitação monarquista, reacionária, com a força dos punhos do proletariado” tiveram sucesso em atrair inúmeros comunistas para as reuniões nazistas.

Documento que comprova o apoio entre Stalin e Hitler

A batalha entre os nazistas e os comunistas era caso de dois cães lutando pelo mesmo osso.

A política nazista de uma nação única apelava, por sua própria definição, a pessoas de todos os tipos. Professores, estudantes e funcionários públicos davam um apoio desproporcional á causa nazista. Mas é importante se ter uma ideia do tipo de gente que constituía os seguidores do nazismo, os jovens, frequentemente agressivos e violentos, que verdadeiramente acreditavam no que faziam, lutando nas ruas e se dedicando a revolução.

Assim como Hitler, Stálin também era antissemita – Inclusive Karl Marx a despeito de esperança judia, tinha um ódio fervoroso pelos judeus, bradando em suas cartas contra “judeus sujos” e denunciando os seus inimigos com expressões como “um judeu do tipo crioulo”. Talvez mais revelador ainda, os comunistas alemães frequentemente recorriam a apelos nacionalistas quando lhes pareciam útil fazê-lo– porém o que distingue o nazismo de outras marcas do socialismo e comunismo não era tanto fato de incluir o maior número de aspectos da direita política (embora houvessem alguns). O que distingue o nazismo era que ele declaradamente incluia uma visão de mundo que hoje associamos quase unicamente à esquerda política: A Política de Identidade. Era isso que distinguia o nazismo do comunismo doutrinário, e parece difícil argumentar que o casamento de duas visões esquerdista possa, de alguma forma, produzir uma progênie direitista.

Se o mundo funcionasse assim, teríamos que chamar de direitistas organizações nacional-socialistas como a Organização para a Libertação da Palestina e o Partido Comunista Cubano.

Por fim, acusações de direitista, fascismo e nazismo foram levantadas contra incontáveis vítimas de Stalin. Stalin foi o comunista que mais caçou e matou comunistas.  Em determinado momento, à esquerda internacional simplesmente reservou para si o direito absoluto de declarar ser nazista ou fascista quem quer que ela desejasse deslegitimar, sem apelo a razão ou a fatos.

No tempo apropriado, quando o nazismo passou a sinônimo de “essência do mal”, isso se tornou uma clava incrivelmente útil, ainda vendida até os dias de hoje. A segunda consequência da doutrina do fascismo social foi a que causou a vitória de Hitler.

O Nazismo foi um regime simpático ao livre-mercado, afinal existiam muitas empresas privadas na Alemanha de Hitler?

De acordo com o livro: NÃO, SR COMUNA, Hitler, que assumiu o cargo de chanceler em 1933, era do Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães.

Ludwig von Mises explicou, em palestra em 1959, em Buenos Aires, que a diferença entre o socialismo russo e o nazismo alemão era que no último foram mantidos a “terminologia” e os “rótulos” do sistema de livre economia, mas embora a propriedade privada existisse de “direito”, ela pouco existia “de fato”.

Ainda existiam “empresas privadas” na Alemanha nazista, mas o proprietário já não era mais um empresário, e sim um “gerente” ou “chefe” de negócios (Betriebsführer).

Hitler aplicou também o controle de preços na economia durante a década de 30. As empresas tinham que obedecer ao Ministério da Economia do Império. E esses determinavam às empresas o que produzir, em que quantidade, onde comprar e vender as mercadorias e a que preço. Os trabalhadores eram designados para determinadas fábricas e seus salários eram decretados pelo governo.

Todo o sistema econômico era regulado pelo governo. Isso está longe de ser livre-mercado. Isso está longe da liberdade que deveria existir no capitalismo.

Como chamar de livre-mercado um sistema onde o proprietário da empresa, o Betriebsführer, não tinha o direito de se apossar dos lucros? Era isso, ainda segundo von Mises, que acontecia na Alemanha nazista. Se requisitasse uma soma maior, para fazer uma operação, por exemplo, o “proprietário” era obrigado a consultar o führer do distrito (o Gauführerou Gualelter), que o autorizaria – ou não – a fazer uma retirada superior ao salário que lhe era pago.

A economia na Alemanha foi seguindo na direção de um grau maior de interferência do governo no mercado ao longo dos anos de Hitler no poder, mas os nazistas não desejavam o completo intervencionismo com a abolição da iniciativa privada.

Apesar de Hitlerter se aproximado de empresários durante a década de 30 e não ser “em tese” avesso à propriedade privada de alemães, ele acreditava que o Estado, e não o mercado, é que deveria determinar o desenvolvimento econômico. 0 anticapitalismo de Hitler era na verdade puramente antissemita, ou seja, Hitler não tinha simpatia pelos capitalistas judeus, que na sua opinião, queriam con- trolartudo.

A intervenção na economia alemã, como dito, foi aumentando gradualmente. 0 governo controlou os salários, que foram congelados em 1934 e permaneceram fixos até 1945. Foram abolidas as centrais sindicais, as greves foram proibidas e todos os trabalhadores, inclusive os de colarinho branco, tiveram que se filiar à Frente de Trabalho Alemã, organização nazista vinculada à Câmara Econômica do Reich. Cada ramo industrial obrigatoriamente estava organizado em grupos econômicos controlados pelo Grupo Industrial do Reich. Comércio, bancos e agricultura ficaram sob jurisdição de um dos outros grupos do Reich. 0 Estado interferia diretamente nos métodos de produção.

Os nazistas adotaram planos quadrienais para intervir na economia a partir de 1933, sendo que o primeiro, que durou até 1936, buscava a criação de empregos e a retomada do crescimento econômico num quadro de retração do comércio mundial. Mas foi durante o segundo plano quadrienal (1937-1940), que foi liderado pelo ministro Hermann Gõring, que o governo passou a intervir ainda mais na economia, que deixou de ser uma economia mista keynesiana, para passar a ser uma economia de comando ou gerenciada (Gelenkte Wirtschaft), sem ser uma economia centralmente planejada. Nesse período, o imposto para os alemães mais ricos aumentou. Aos poucos, os empresários começaram a perceber que o nazismo era avesso ao livre-comércio.

O pesquisador Ricardo Luis Chaves Feijó escreveu sobre o intervencionismo na Alemanha nazista:

A economia parcialmente descentralizada do Terceiro Reich esteve longe do modelo de uma economia clássica de mercado na qual a eficiência é alcançada pela ação do sistema livre de preços:4 É evidente que o mecanismo de mercado, orientado pela sinalização dos preços, não pode funcionar muito bem no sistema econômico com preços controlados. Não se pode alcançar grande eficiência pela ação do mercado em um sistema relativamente centralizado como o foi o alemão na época do poder nazista.

A ideologia da Alemanha de Hitler não era simpática à liberdade econômica, assim como a ideologia socialista da União Soviética de Stalin, A diferença maior é que, na última, a administração da economia foi feita de uma maneira centralizada, abolindo quase completamente a propriedade privada.

A Alemanha, como explicado pelo pesquisador Ricardo Feijó, estava longe de ter um sistema econômico liberal, onde a eficiência é alcançada pela existência de um sistema livre de preços. Em um sistema em que a economia tinha tanta intervenção do governo, como foi a economia alemã nazista, em que os preços e salários foram controlados, não há como o mecanismo de mercado funcionar tão bem.

Falar que existia liberalismo na Alemanha nazista pelo simples fato de que a propriedade privada não foi abolida em sua totalidade, é analisar a economia e ideologia existentes ali de forma completamente equivocada.

A economia alemã manteve algum grau de eficiência pelo fato de que, embora sofressem intervenções, ainda existia a figura da propriedade privada, e os empresários desejavam perpetuar seus negócios. Embora o estado nazista interferisse, os empresários alemães tinham mais autonomia para gerir suas empresas do que os líderes setoriais num regime de economia planificada como o da União Soviética. Mas a verdade é que o nazismo não tinha nada de liberal, nem na economia, nem nos hábitos, e muito menos na filosofia.

Estado inchado, alto grau de intervenção nas empresas, controle de preços, congelamento de salários. Estas características do nazismo soam como música para muitos esquerdistas. Muitos partidos ditos socialistas dos dias atuais inclusive defendem muitas dessas coisas nas suas plataformas. Adeptos do livre-mercado, por outro lado, têm arrepios ao imaginar qualquer uma dessas coisas. 0 nazismo foi simpático ao livre-mercado?

 

Anexo: o Programa do Partido dos Trabalhadores Alemães, que depois mudou seu nome para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, publicado em 24 de fevereiro de 1920, mostra o caráter socialista e autoritário que o partido tinha à época. Leia alguns dos termos defendidos no documento:
-Portanto, nós exigimos que toda renda não merecida, e toda renda que não venha de trabalho, seja abolida;
-Nós exigimos a nacionalização de todos os grupos investidores;
-Nós exigimos participação nos lucros em grandes indústrias; -Nós exigimos a criação e manutenção de uma classe média sadia, a imediata socialização de grandes depósitos que serão vendidos a baixo custo para pequenos varejistas, e a consideração mais forte deve ser dada para assegurar que pequenos vendedores entreguem os suprimentos necessários ao Estado, às províncias e municipalidades;
-Nós exigimos uma reforma agrária de acordo com nossas necessidades nacionais, e a oficialização de uma lei para expropriar os proprietários sem compensação de quaisquer terras necessárias para propósito comum. A abolição de arrendamentos de terra, e a proibição de toda especulação na terra.

 

Fontes: Facismo de esquerda – Ed Record

O diabo na história – Ed Vide Editorial

Não Sr. Comuna




Camila

About Camila Abdo

Jornalista (MTB - 0083932/SP; Associação Brasileira de Jornalista -ABJ- 2457) , com cursos nas áreas de jornalismo digital, jornal impresso, fundamentos do jornalismo, jornalismo investigativo, assessoria de imprensa e comunicação interna. Estudante de direito (Unip) e história (Anhanguera), possuo diversos cursos de especialização na área de psicologia/psicopatologia, entre eles: urgências psiquiátricas, perícias criminais, psicopatologia da infância e adolescência, transtornos de personalidade, terapia cognitivo-comportamental, psicanálise: teoria e técnica, gestalt terapia, criminologia, sexualidade - normal e patológica, psicofarmacologia, psicologia forense, neuroanatomia, abuso sexual infantil, predadores sexuais, psicologia social e violência doméstica, enfermagem em saúde mental, medicina legal e psicologia penitenciária. Certificado INBOUND pela HUBSPOT ACADEMY. Meu canal: https://www.youtube.com/c/CamilaAbdoCalvo

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