Como sabotar um país manipulando a mente do povo – Estrategia Soviética

Yuri Bezmenov detestava a vida que levava e vivia sob constante medo, mesmo desfrutando de um excelente padrão de vida, exclusividade de uma elite de membros do partido comunista e de agentes da KGB. Entenda como se destrói uma nação subvertendo suas instituições e iludindo seus intelectuais.

O processo de subversão da sociedade do país alvo, é necessário para manipular cultural e psicologicamente as massas de forma a facilitar a implantação de regimes revolucionários. Este processo, descrito por ele, é dividido em quatro fases que são: “desmoralização”, “desestabilização”, “crise”, “normalização”.

Fase Tempo necessário Alvos e / ou consequências
Desmoralização 15-20 anos
(tempo necessário para educar uma geração com “princípios revolucionários”, opostos aos princípios morais tradicionais, gerando uma inversão de valores).
Religião, educação, cultura, comunicação social, lei e ordem, relações sociais, segurança, política interna/externa, família, saúde, etc.
Desestabilização 2-5 anos
(período necessário para solapar as estruturas política, econômica e social).
Luta pelo poder, economia, estrutura social e lei, política externa.
Crise 2-6 meses
(momento de precipitar uma crise generalizada, incitando desordem, pânico e radicalismo, apresentando como solução para a sociedade um “governo forte” ou uma alternativa “revolucionária”).
Guerra civil, intervenção estrangeira, golpe de estado pelos agentes da subversão.
Normalização Em teoria, seria permanente. Neste momento, a “nova ordem” é imposta e, os agentes empregados nas fases anteriores (os “idiotas úteis”) são descartados. Na maioria dos casos, são eliminados fisicamente.

A cada fase completada com êxito, torna-se mais difícil reverter o processo de subversão.

Durante a 3ª fase (“crise”), na tentativa de deter o processo, grupos utilizados durante o processo de subversão (idiotas úteis) tendem a promover revoluções e /ou golpes de estado. Muitas vezes resultado em guerras civis e guerrilhas.

Na 4ª fase (“normalização”), o novo regime busca estabilizar a sociedade. Os “idiotas úteis”, que cumpriram seu papel nas fases anteriores, tornam-se desnecessários e são descartados, pois são considerados um empecilho ao processo de “normalização”. Bezmenov citava recorrentemente como “idiotas úteis” os grupos mais variados: artistas, jornalistas, professores, ativistas de movimentos sociais (feministas, homossexuais, defensores de direitos humanos, etc), políticos, empresários, líderes de seitase tantos outros. Uns, colaboram de forma ativa e consciente, outros sofrem manipulações e atuam apenas como massa de manobra. Também citava, como exemplos de “idiotas úteis”, os líderes revolucionários Nur Mohammad Taraki e Hafizullah Amin do Afeganistão e Sheikh Mujibur Rahman de Bangladesh, que depois de chegarem ao poder, foram assassinados pelos próprios marxistas-leninistas.

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